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Lula será 'um amigo de Obama em temas globais', diz democrata | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governador democrata do Estado do Novo México, Bill Richardson, acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é ''uma importante figura internacional'' e será ''um grande amigo do senador (Barack) Obama em temas globais'', caso o democrata chegue à Casa Branca. Richardson, o único hispânico a participar da disputa das primárias pelo Partido Democrata, conversou com a BBC Brasil na sexta-feira, pouco antes do primeiro debate entre os dois candidatos presidenciais, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain. O governador nasceu na Califórnia e é filho de pais mexicanos. Ex-embaixador dos Estados Unidos na ONU, Richardson fez de sua experiência em política internacional um dos trunfos de sua campanha durante as primárias. O líder do Novo México passeava pelo campus da Universidade de Mississippi, juntamente com o assessor horas antes do debate. 'Brasil, Pelé!' Ao ser abordado, Richardson sorriu e disse: ''Brasil, Pelé!'', quando viu o microfonone da BBC Brasil. De acordo com o governador, os democratas querem mudar a política dos Estados Unidos em relação à América Latina. ''Queremos dar mais atenção a Brasil, Argentina e Chile. Queremos ter uma boa relação de cooperação com o Brasil''. ''Precisamos mandar a mensagem de que a América Latina é importante. Mas o governo Bush não presta atenção à América Latina.'' Fim do embargo Entre as medidas que Richardson julga necessárias para não alienar os aliados latino-americanos dos Estados Unidos está promover uma reforma imigratória. Os Estados Unidos promoveram um longo debate sobre o tema, mas o projeto de reforma imigratória defendido, por sinal, pelo candidato John McCain e pelo senador democrata Edward Kennedy acabou não sendo aprovado. O governador chega até a dizer que os democratas estariam dispostos a pôr fim ao embargo contra Cuba, um tema-tabu na política americana. ''Sim, mas em troca, Cuba teria que adotar algumas reformas democráticas''. |
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