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Atualizado às: 16 de setembro, 2008 - 17h52 GMT (14h52 Brasília)
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China e emergentes crescerão menos com crise, dizem analistas

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As atuais turbulências no mercado internacional devem fazer com que a economia da China cresça menos neste ano, o que desaceleraria também as economias emergentes como a do Brasil, segundo analistas ouvidos pela BBC Brasil.

Segundo eles, o crescimento econômico chinês pode ficar pela primeira vez bem abaixo dos dois dígitos.

Como a China é hoje um grande investidor e comprador de produtos da América Latina – em especial do Brasil –, o efeito da desaceleração chinesa faria com que a região sentisse com ainda mais força a crise econômica global.

As economias de países ricos, como Estados Unidos e Europa, vêm sofrendo desaceleração desde o ano passado, devido a uma crise no mercado imobiliário americano.

O anúncio do pedido de concordata nesta semana do Lehman Brothers, um dos grandes bancos americanos, provocou quedas nas bolsas de todo o mundo. Teme-se agora que a crise no mercado financeiro agrave ainda mais a situação das economias de vários países.

Abaixo de dois dígitos

 Por causa do desaquecimento global, as exportações da China para os países mais ricos vão cair. O crescimento pode ficar bem abaixo dos dois dígitos pela primeira vez em anos.
Linda Yueh, professora da London School of Economics

"Por causa do desaquecimento global, as exportações da China para os países mais ricos vão cair. O crescimento pode ficar bem abaixo dos dois dígitos pela primeira vez em anos", afirmou à BBC Brasil a professora de economia Linda Yueh, da London School of Economics. Nos últimos dois anos, a China cresceu mais de 11%.

Na segunda-feira, a China cortou a taxa de juros oficial do país pela primeira vez em seis anos, de 7,41% para 7,2%. Segundo Yueh, esse corte mostra que já existem sinais de que o crescimento industrial da China está se desacelerando.

Para ela, em uma época de crise nos Estados Unidos e Europa, a China não tem condições de substituir o Ocidente como motor de crescimento global.

"A China não tem o mesmo nível de renda dos Estados Unidos e Europa Ocidental e não dá acesso livre a outros países. Então ela não conseguiria substituir o Ocidente como grande pólo consumidor do mundo."

O risco maior para a China seria de uma grande recessão americana e européia, que geraria um alto desemprego no setor exportador chinês.

''Recolamento''

Para o estrategista internacional de mercado de ações da agência de classificação de risco Standard & Poor's, Alec Young, a economia chinesa vai se desaquecer neste ano, mas não com muita intensidade.

"A grande questão é saber se isso é só o começo de um processo ou se vai durar nos próximos anos", afirma.

Tanto Young como Yueh são contra a tese de que as economias emergentes estão "descoladas" dos países ricos – cenário no qual a atual crise nos Estados Unidos e Europa não afetaria o crescimento de Brasil e China.

"Muito pelo contrário. O que está acontecendo, na minha opinião, é um 'recolamento' das economias emergentes aos países ricos. Os emergentes estão sentindo cada vez mais os efeitos da turbulência global", diz Young.

Analistas da Merrill Lynch também não acreditam que a economia da China terá um desaquecimento brusco.

Para eles, o efeito da Olimpíada de Pequim pode ajudar a manter o crescimento do país no patamar dos 9% e 10% neste ano.

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