BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 15 de setembro, 2008 - 09h01 GMT (06h01 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Lehman Brothers diz que vai pedir concordata nos EUA
Lehman Brothers
Gigante Lehman Brothers é mais um a ser derrubado pela crise
O Lehman Brothers, quarto maior banco de investimento dos Estados Unidos, anunciou que vai pedir concordata nesta segunda-feira em Nova York, após incorrer em perdas bilionárias em decorrência da crise financeira global.

O anúncio, que vinha sendo aguardado ansiosamente por investidores e cerca de 25 mil funcionários, é mais um sinal negativo para a confiança dos mercados – e não o único do fim de semana.

No domingo à noite, o Merrill Lynch, um dos principais bancos de investimento americanos, concordou em ser comprado pelo Bank of America por US$ 50 bilhões para evitar prejuízos maiores. O Bank of America e o britânico Barclays desistiram de adquirir o Lehman Brothers.

Também nas últimas 24 horas, notícias dão conta de que a gigante de seguros AIG pediu ao banco central americano um empréstimo de US$ 40 bilhões para prevenir seu próprio desastre, e que um grupo de bancos criou um fundo global de emergência de US$ 70 bilhões para deixar à disposição de instituições em necessidade.

"É um período surpreendente, esse que estamos vivendo. Essa combinação de fatores representa o fim de uma era dos bancos de investimento na maneira como operavam", disse Justin Urquart, diretor da Seven Investment Management.

"Não apenas (por causa do) Lehman Brothers. Temos ouvido notícias do que está ocorrendo com o Merrill Lynch, agora junto com o Bank of America, e com a AIG. Nunca vi isso em toda a minha vida."

Para o analista financeiro Ralph da Silva, notícias como essas não se vêem "em um século".

"Ninguém está realmente surpreendido com a redução do número de bancos. O que é surpreendente para nós é a velocidade com que isto está ocorrendo. Na indústria bancária, esse tipo de coisa leva anos – não dias", afirmou.

'Nova arquitetura'

O Lehman Brothers já registrou perdas de US$ 7 bilhões em conexão com valores hipotecários, e o preço de sua ação caiu 95% no ano passado.

Segundo o correspondente de negócios da América do Norte da BBC, Greg Wood, a polícia isolou a sede do banco em Nova York, enquanto funcionários da instituição deixavam o prédio com caixas de papelão, sob os olhos de curiosos que se aglomeravam no local.

O banco afirmou que pretende apelar para o capítulo 11 da lei de falências dos Estados Unidos, que dá mais tempo a uma companhia para se reorganizar e estabelecer um plano de pagamento de credores ao longo do tempo.

As subsidiárias de corretagem e a divisão de gerenciamento de ativos Neurgerger Berman Holdings não serão incluídas no pedido, disse o banco.

Os desenvolvimentos do fim de semana representam um duro teste para o mercado. O sócio da corretora Alchemy Partners, Jon Moulton, disse à BBC que "novas arquiteturas" serão necessárias.

"Esses são dias sem precedentes. Não é apenas um teste para o estresse, é um teste para saber onde estão as falhas. Novas arquiteturas terão de ser criadas. É um pouco óbvio que elas são necessárias, mas não creio que alguém saiba exatamente do que precisamos", ele disse.

Enquanto isso, o banco central americano, o Federal Reserve, continua tomando medidas para tentar conter a crise.

No fim-de-semana, a instituição anunciou medidas para facilitar a obtenção de crédito por parte dos bancos, incluindo uma expansão do mecanismo de empréstimos e a ampliação do leque de garantias que as instituições financeiras podem dar para avalizar esses financiamentos.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade