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Morales aceita e agradece apoio internacional | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse, neste sábado, que o "apoio internacional" o ajudará a manter o "processo de mudanças" no país. Morales convocou uma entrevista coletiva em La Paz para agradecer a "solidariedade" da comunidade internacional, pouco depois do anúncio da reunião de emergência dos presidentes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que será realizada, segunda-feira, na capital chilena, para tratar da crise boliviana. "Quero agradecer em nome do povo boliviano e em meu nome a grande solidariedade da comunidade internacional", disse. Morales se referiu aos presidentes da América Latina, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização de Estados Americanos (OEA). Esta semana, segundo fontes do governo brasileiro e do governo boliviano, ele tinha recusado a oferta de ajuda do Brasil, da Argentina e da Colômbia, que pretendiam enviar negociadores a La Paz. Os três países formam o chamado "grupo de amigos" da Bolívia. Na ocasião, Morales alegou que a crise é "interna" e preferia evitar participação internacional. "Essa solidariedade fortalece para continuarmos aprofundando e consolidando a democracia boliviana, mais fundamentalmente este processo de mudanças, de transformações estruturais", disse. Reunião em La Paz Morales confirmou que se reunirá neste domingo com os prefeitos (governadores) da oposição, em La Paz. Na sexta-feira, o prefeito (governador) de Tarija, Mario Cossío, teve reunião, em La Paz, com o vice-presidente Álvaro García Linera. Deste encontro, saiu a decisão da reunião deste domingo. O prefeito de Pando, Leopoldo Fernández, disse que não pretendia participar do encontro, em protesto contra a decretação do estado de sítio em seu departamento. Na sexta-feira, quando Linera se reunia com Cossío, os ministros de governo, Alfredo Rada, e da Defesa, Walker San Miguel, anunciaram a decretação do estado de sítio em Pando. Na fronteira com o Acre 14 pessoas morreram segundo as autoridades locais, nos confrontos entre seguidores e opositores de Morales, na quinta-feira. Neste sábado, segundo a agência de notícias boliviana Red Erbol, o clima continuava tenso, com os soldados do Exército tentando liberar o aeroporto local, ocupado por manifestantes contrários a Morales. Na sexta-feira, um soldado morreu nos enfrentamentos no aeroporto. |
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