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Atualizado às: 11 de setembro, 2008 - 10h13 GMT (07h13 Brasília)
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'FT': Com empresa para pré-sal, Brasil esnobará investidores
O presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, e o presidente Luis Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/ABr)
O presidente da Petrobrás, Sergio Gabrielli, e o presidente Lula no Campo de Jubarte
O Brasil poderá manter o controle total das reservas de petróleo pré-sal e esnobar grupos internacionais de energia, investidores estrangeiros e até a Petrobrás, se criar uma nova empresa de petróleo, afirma uma análise publicada nesta quinta-feira pelo diário britânico Financial Times.

Sob o título “O novo dinheiro de Lula”, a reportagem analisa a possibilidade da criação da nova empresa e destaca o debate no Brasil.

Ao comentar o dia em que o presidente Luís Inácio Lula da Silva mergulhou as mãos no petróleo encontrado, o jornal afirma que “foi cheio de simbolismo”.

“O gesto – uma repetição daquele de Getúlio Vargas, um presidente anterior que nos anos de 1950 criou a Petrobrás, a companhia estatal do Brasil – foi inquestionável. Mas Lula foi ainda mais longe: como que para confirmar a significância política da riqueza em petróleo recentemente descoberta em seu país, ele colocou um selo oleoso de aprovação no jaleco usado por Dilma Roussef, sua ministra chefe da Casa Civil e a mulher vista como sua mais provável sucessora”, afirma o FT.

Segundo a reportagem, as reservas do pré-sal devem colocar o Brasil no mesmo nível dos grandes produtores mundiais , “mas a descoberta também deve colocar uma das economias emergentes mais importantes em oposição tanto a investidores estrangeiros como a companhias de petróleo internacional”.

A reportagem lembra que a Petrobras é controlada pelo Estado, mas que a maioria de seu capital vem de investidores privados, que têm pouco poder de voto sobre a empresa.

“Cerca de 60% de seu capital total está nas mãos de acionistas minoritários, em sua maioria, estrangeiros. São eles que perderiam a oportunidade de se beneficiar da exploração das descobertas em alto mar.”

O Financial Times explica que a exploração do petróleo no Brasil, hoje, funciona pelo sistema de concessões, em que a Petrobras tem parcerias com empresas estrangeiras que se beneficiam do petróleo encontrado no Brasil, sofrendo riscos de investimento.

“O que parece quase certo é que o atual sistema de concessões, em vigor desde 1997, vai mudar”, diz o FT.

“A noção causou uma tempestade política no Brasil, onde muitos políticos que normalmente apóiam o governo ficaram alarmados com as propostas sendo sugeridas pelo presidente e por altos ministros”, afirma o jornal.

A reportagem destaca que a Petrobras também é contra a criação de uma nova empresa totalmente sob controle do Estado, e questiona de onde vai sair o dinheiro para o investimento necessário para a exploração.

“Parece estranho manter os investidores à distância num momento em que uma escassez mundial de plataformas e outros equipamentos estão forçando para cima os custos da indústria – sem falar nos casos mais complexos, como as reservas pré-sal”, diz o FT.

A reportagem afirma ainda que “ao argumentar por um tratamento diferente para as novas reservas, Lula ressuscitou um velho slogan popular nacionalista, de quando a Petrobras foi criada, há mais de 50 anos: O petróleo é nosso.”

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