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Atualizado às: 24 de julho, 2008 - 14h18 GMT (11h18 Brasília)
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Ártico tem 1/4 do petróleo do mundo, diz pesquisa
Plataforma de perfuração de petróleo
O preço do petróleo tem aumentado muito nos últimos meses
O órgão de pesquisas geológicas americano, o US Geological Survey (USGS, na sigla em inglês), afirmou que até um quarto das reservas de petróleo e gás natural do mundo estão embaixo do Círculo Ártico.

Segundo a pesquisa, a região deve ter cerca de 90 bilhões de barris de petróleo, quase o total da reserva da Rússia.

Segundo o USGS a região tem cerca de 13% do petróleo ainda não descoberto do planeta, 30% do gás natural e 20% de gás líquido.

"Antes que tomemos decisões a respeito do uso futuro do petróleo e do gás e também as decisões relacionadas com a proteção de espécies ameaçadas, comunidades nativas e a saúde de nosso planeta, precisamos saber o que está lá", disse o diretor do USGS, Mark Myers.

Segundo o repórter da BBC Rodney Smith, o relatório deve acelerar os esforços para encontrar petróleo na região. Os planos de perfurações no Círculo Ártico são polêmicos, pois grupos ambientalistas temem os efeitos que possam causar na vida selvagem da região.

O preço do barril de petróleo no mercado internacional registrou queda e chegou a US$ 125. Mas muitos analistas esperam que os preços do produto permaneçam altos e até aumentem mais.

Norte da Rússia

Os estudiosos chegaram a esta conclusão comparando, de um modo geral, a geologia da área com regiões parecidas em outros lugares do mundo.

De acordo com Rodney Smith, esta é a primeira vez que um instituto de pesquisa fez uma análise total da região do Círculo Ártico. E a conclusão é de que a maioria do petróleo descoberto está debaixo d'água.

A maior parte parece estar localizada debaixo do norte da Rússia. De forma geral, o petróleo está abaixo do território reivindicado pelo Alasca e Groenlândia, território da Dinamarca.

Smith afirma que este relatório vai incentivar um processo que já começou: exploradores de gás e petróleo estão se dirigindo para o norte. Algo que já começou a ocorrer antes mesmo de a Rússia iniciar a polêmica sobre o direito territorial de cada país na região.

Nesta mesma época, em 2007, a Rússia fincou sua bandeira no fundo do Oceano Ártico.

A indústria está animada com o relatório do USGS e acredita que o derretimento rápido da calota polar no Ártico pode facilitar a exploração das reservas.

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