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Atualizado às: 11 de setembro, 2008 - 17h26 GMT (14h26 Brasília)
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Índia: Checos são condenados por coletar insetos

Peter Svacha (à esquerda) e Emil Kuchera
Os dois homens foram presos em junho (Foto: Mrinal Rana)
Um cientista checo foi multado e um colega dele condenado a três anos de prisão depois de serem considerados culpados de coletar insetos raros na Índia.

Um juiz da cidade de Darjeeling, no nordesde do país, disse que como o entomólogo Peter Svacha era um cientista conhecido e uma "vítima das circunstâncias", ele não seria condenado à prisão.

Mas Emil Kuchera, um guarda florestal checo que mantém um site onde vende insetos, foi condenado a três anos de cadeia.

Svacha teve de pagar uma multa de 20 mil rupees (cerca de US$ 500), e Kucera também teve de pagar uma multa de 60 mil rupees.

Os dois foram presos em junho com dezenas de espécies de besouros, borboletas e outros insetos raros. Eles negaram que planejavam vendê-los.

Eles foram acusados de coletar espécies do Singalia National Park e foram considerados culpados, na segunda-feira, de violar a legislação indiana de proteção à vida selvagem e à biodiversidade.

"Eles não tinham permissão para entrar no parque e coletar insetos raros e também não tinham permissão para realizar estudos científicos", disse Sumita Ghatak, responsável pelo local.

Os dois homens afirmaram que não haviam coletado os insetos para fins comerciais e que não tinham entrado no parque.

Polêmica

A prisão de Svacha chamou a atenção da comunidade científica internacional.

Cientistas do mundo inteiro lançaram uma campanha na internet pedindo que os dois fossem libertados.

"Se os cientistas tivessem tido a permissão para manter os insetos, o conhecimento adquirido teria sido importante para a região do nordeste do Himalaia", disse Dharma Rajan, cientista com base na cidade de Bangalore.

Mas as autoridades florestais disseram que os cientistas cometeram um crime ao não obter a permissão e os documentos necessários.

E ativistas de defesa à vida selvagem concordaram com as autoridades indianas.

"A lei não pode fazer nenhuma distinção entre um cientista e uma pessoa comum", disse Animesh Basu, presidente da Himalayan Nature and Adventure Foundation.

"Como cientistas, eles deveriam conhecer ainda mais as leis. E em outras ocasiões estrangeiros foram considerados culpados de contrabandear espécies raras para fora dessa região", afirmou.

Os advogados dos dois lados afirmaram que poderão apelar da decisão uma vez que o julgamento completo for divulgado.

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