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Atualizado às: 10 de setembro, 2008 - 03h14 GMT (00h14 Brasília)
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Opep reduz em 520 mil barris a oferta diária de petróleo
O presidente da Opep, Chakib Khelil
Khelil não crê que redução irá afetar preços imediantamente
A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) anunciou nesta quarta-feira que irá reduzir em 520 mil barris por dia a oferta global do produto.

A decisão foi tomada em uma reunião realizada em Viena por representantes dos países do cartel, em que eles discutiram a recente queda do preço do produto no mercado internacional.

Na terça-feira, o preço do barril caiu para menos de US$ 100 pela primeira vez desde abril.

O barril do petróleo tipo Brent para entrega em outubro foi negociado em Londres a cerca de US$ 99 durante o dia, encerrando o dia cotado a US$ 100,34.

A cotação chegou ao ápice de mais de US$ 147 em julho, levando a temores de inflação nos países consumidores. Entretanto, os preços vêm caindo desde então, refletindo o desaquecimento da economia global e a conseqüente menor demanda pelo produto.

Analistas também atribuíram a queda desta terça-feira à crença, entre os investidores, de que o furacão Ike não irá afetar a produção americana de petróleo na região do Golfo do México, o que elevaria a demanda dos Estados Unidos por petróleo de outros países.

E feito imediato

Em um comunicado, a Opep disse que a decisão foi tomada após uma revisão das condições do mercado, que os países da organização concluíram que “o mercado de petróleo está bem abastecido e permitiu que os estoques fossem abastecidos em níveis confortáveis, tendo em vista a cobertura da demanda futura”.

 Minha impressão é que provavelmente o preço vai continuar caindo, apesar da decisão que tomamos.
Chakib Khelil, presidente da Opep

“Os preços caíram de forma significativa nas últimas semanas, refletindo um enfraquecimento da economia mundial (…) com sua concomitante menor demanda por petróleo, juntamente com uma maior oferta de petróleo, um fortalecimento do dólar e uma redução das tensões geopolíticas”, diz a nota.

Comentando a decisão, o presidente da Opep - o ministro da Energia da Argélia, Chakib Khelil -, disse que não espera que a menor oferta venha ter algum efeito imediato na queda do preço do petróleo internacionalmente.

“Minha impressão é que provavelmente o preço vai continuar caindo, apesar da decisão que tomamos”, disse.

“Eu não acho que isso irá afetar os consumidores de alguma forma porque, primeiramente, existe uma superoferta (do produto). Todos concordam com isso.”

“As ações (para diminuir a produção) serão tomadas pelos membros assim que puderem, o que significa nos próximos 40 dias”, completou Khelil.

A Opep também concordou em reavaliar a decisão em uma próxima reunião, a ser realizada em dezembro.

Segundo a correspondente da BBC em Viena Bethany Bell, a medida do cartel reflete a preocupação da Opep em frear a queda internacional do preço do produto e tem o objetivo de evitar mais turbulência no mercado de petróleo.

Relatório
'Barril do petróleo pode chegar a US$ 200 em cinco anos'.
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