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Atualizado às: 03 de setembro, 2008 - 02h25 GMT (23h25 Brasília)
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Lugo recebe apoio de líderes latino-americanos
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo
Fernando Lugo tomou posse há três semanas
Vários países da América Latina manifestaram apoio ao presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que advertiu que seu governo está sujeito a um possível golpe militar.

Em nota divulgada nesta quinta-feira pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro se mostrou preocupado com a declaração de Lugo de que o ex-presidente Nicanor Duarte e o ex-general Lino Oviedo querem "desestabilizar seu governo". Ambos negam a alegação.

"O governo brasileiro tomou conhecimento, com preocupação, das graves denúncias feitas pelo Presidente da República do Paraguai, Fernando Lugo, ontem, 1º de setembro", disse a declaração.

"O governo brasileiro confia em que a institucionalidade democrática será plenamente mantida no país e reafirma seu apoio ao Presidente Lugo, legitimamente eleito pelo povo paraguaio."

Em conversa com jornalistas, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, disse que a América Latina superou "a era de aventuras golpistas".

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, em visita à África do Sul, afirmou que "um atentado contra a democracia paraguaia será um atentado contra a Venezuela".

"Ratificamos nosso compromisso, e exigimos e pedimos à extrema-direita paraguaia que não enlouqueça", afirmou.

Integração regional

Lugo recebeu ainda apoio do Mercosul e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

"O processo de integração regional é inseparável do pleno respeito à democracia e a suas instituições", disse nota emitida pelo bloco sul-americano.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, pediu aos grupos políticos paraguaios que superem suas divergências. Ele apelou para que as forças políticas "contribuam para gerar um ambiente propício para que o novo governo possa desenvolver suas ações".

Ao declarar na segunda-feira que poderia ser vítima de um golpe, Lugo, empossado há três semanas, disse: "Eles estão conspirando contra nossa gestão. Eles querem desestabilizar nosso governo", disse.

"Como presidente, não permitirei que as Forças Armadas sejam utilizadas por interesses sectários. Peço à cidadania que esteja alerta diante de possíveis golpes. Não permitiremos que se atente contra a liberdade do nosso povo", disse o presidente.

Lugo convocou a imprensa para fazer a denúncia, depois de ter sido informado sobre uma reunião realizada na véspera na casa de Oviedo.

Além de Oviedo e de Frutos, participaram do encontro o presidente do Congresso Nacional, senador Enrique González Quintana, o vice-presidente do Tribunal de Justiça Eleitoral, Juan Manuel Morales, o procurador-geral do Estado, Rubén Amarilla, e o general Máximo Díaz, que atua como elo entre as Forças Armadas e o Parlamento.

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