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Brasil vai contestar subsídios americanos na OMC, diz FT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse ao jornal financeiro britânico Financial Times que o Brasil vai contestar na Organização Mundial do Comércio (OMC) a “ilegalidade” de subsídios agrícolas americanos e de outras barreiras comerciais impostas pelo país às importações. Em entrevista publicada com destaque pelo diário britânico nesta segunda-feira, Amorim disse que depois do fracasso da Rodada de Doha, na semana passada, em Genebra, não resta outra opção ao Brasil a não ser entrar com uma ação legal contra os EUA. “O ponteiro está correndo”, disse o ministro ao FT. “Eles (os Estados Unidos) são os maiores subsidiários do mundo em termos do que nos afeta, então teremos de levá-los aos tribunais”. O ministro chamou de “discriminatória” a tarifa de importação de 0,54 centavos de dólar imposta sobre cada galão de etanol brasileiro exportado para o mercado americano. Além de preparar uma ação contra a tarifa de importação do etanol, Amorim afirmou que pedirá autorização à OMC para reclamar sanções retaliatórias no valor de US$ 1 bilhão referentes à recusa dos EUA em remover subsídios ilegais concedidos aos produtores de algodão. Amorim ainda disse ao FT que Brasil e Canadá “estão preparando uma ação conjunta contra subsídios americanos em geral”. O ministro disse que até a semana passada tais medidas estavam “em câmera lenta” porque se apostava no sucesso da rodada, mas diante do fracasso, “o processo será acelerado”. Soluções menores Na entrevista ao FT, o ministro afirmou que o colapso de Doha levará à "fragmentação do comércio mundial" e forçará a adoção de “soluções menores”, como acordos bilaterais com a União Européia e Estados Unidos. “Essas negociações têm seu mérito. Mas são soluções secundárias porque não tocam na maior distorção do comércio mundial, que são os subsídios”. O ministro prevê perspectivas sombrias para o futuro a longo prazo, como o aumento do número de mortes por causa da fome e a desestabilização de governos diante de índices de inflação fora de controle. |
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