BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 04 de agosto, 2008 - 08h43 GMT (05h43 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Brasil vai contestar subsídios americanos na OMC, diz FT
ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim
Amorim se disse "frustrado" com o fracasso da rodada
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse ao jornal financeiro britânico Financial Times que o Brasil vai contestar na Organização Mundial do Comércio (OMC) a “ilegalidade” de subsídios agrícolas americanos e de outras barreiras comerciais impostas pelo país às importações.

Em entrevista publicada com destaque pelo diário britânico nesta segunda-feira, Amorim disse que depois do fracasso da Rodada de Doha, na semana passada, em Genebra, não resta outra opção ao Brasil a não ser entrar com uma ação legal contra os EUA.

“O ponteiro está correndo”, disse o ministro ao FT. “Eles (os Estados Unidos) são os maiores subsidiários do mundo em termos do que nos afeta, então teremos de levá-los aos tribunais”.

O ministro chamou de “discriminatória” a tarifa de importação de 0,54 centavos de dólar imposta sobre cada galão de etanol brasileiro exportado para o mercado americano.

Além de preparar uma ação contra a tarifa de importação do etanol, Amorim afirmou que pedirá autorização à OMC para reclamar sanções retaliatórias no valor de US$ 1 bilhão referentes à recusa dos EUA em remover subsídios ilegais concedidos aos produtores de algodão.

Amorim ainda disse ao FT que Brasil e Canadá “estão preparando uma ação conjunta contra subsídios americanos em geral”.

O ministro disse que até a semana passada tais medidas estavam “em câmera lenta” porque se apostava no sucesso da rodada, mas diante do fracasso, “o processo será acelerado”.

Soluções menores

Na entrevista ao FT, o ministro afirmou que o colapso de Doha levará à "fragmentação do comércio mundial" e forçará a adoção de “soluções menores”, como acordos bilaterais com a União Européia e Estados Unidos.

“Essas negociações têm seu mérito. Mas são soluções secundárias porque não tocam na maior distorção do comércio mundial, que são os subsídios”.

O ministro prevê perspectivas sombrias para o futuro a longo prazo, como o aumento do número de mortes por causa da fome e a desestabilização de governos diante de índices de inflação fora de controle.

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Cristina Kirchner (foto de arquivo)Pós-Doha
Mercosul buscará negociações '4 mais 1', diz Marco Aurélio.
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, em coletiva de imprensaArgentina X Brasil
À espera de Lula, Cristina diz que Doha não afeta integração.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de posse da nova diretoria Sindicato dos Metalúrgicos do ABCRodada Doha
Lula liga para Bush e se diz otimista sobre retomada.
Usina de etanolApós Doha
Brasil estuda acionar EUA na OMC por tarifa ao etanol.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade