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Atualizado às: 01 de agosto, 2008 - 04h06 GMT (01h06 Brasília)
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ONU prorroga por um ano missão de paz em Darfur

O presidente do Sudão, Omar al-Bashir (foto de arquivo)
Omar al-Bashir é acusado de genocídio pelo promotor do TPI
O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou resolução que prorroga por um ano a missão da força de paz conjunta com a União Africana na região sudanesa de Darfur, apenas duas horas antes de o mandato expirar.

A resolução também menciona um pedido da União Africana para o adiamento do trabalho do Tribunal Penal Internacional (TPI), cujo promotor-chefe pediu a prisão do presidente do Sudão, Omar al-Bashir, por acusação de genocídio.

Catorze dos 15 países-membros do Conselho de Segurança votaram a favor da resolução. Os Estados Unidos se abstiveram.

As nações africanas argumentaram que um possível indiciamento do presidente do Sudão poderia prejudicar o que resta do processo de paz e que qualquer iniciativa legal deveria ser adiada por um ano.

Concessões

Líbia e África do Sul, apoiadas por Rússia e China, queriam incluir o pedido de adiamento na resolução que prorroga o mandato das forças internacionais.

Mas Grã-Bretanha, França, Estados Unidos e os países centro-americanos apresentaram objeções a isso, dizendo que não deve haver uma vinculação entre a força de paz e o que quer que o TPI faça.

No final, chegou-se a um entendimento e a resolução foi aprovada. Ela prorroga o mandato da força de paz e deixa claro que o Conselho de Segurança está disposto a discutir a suspensão de algum futuro indiciamento de Bashir pelo TPI.

O governo americano disse que um atraso no trabalho do TPI pode enviar uma mensagem errada.

Equipamento escasso

Mais cedo, um relatório feito por organizações de ajuda humanitária disse que há uma escassez de equipamento vital para as forças das Nações Unidas e da União Africana em Darfur.

As Nações Unidas estimam que 300 mil pessoas morreram em cinco anos de conflito em Darfur. Mais de dois milhões ficaram desabrigados.

A organização assistencial britânica Oxfam diz que cerca de mil pessoas estão tendo que abandonar suas casas a cada mês na região.

O governo sudanês afirma que a dimensão da violência na região está sendo exagerada pelo Ocidente por razões políticas. As autoridades do Sudão negam alegações de terem organizado as milícias árabes Janjaweed, acusadas de atrocidades contra a população negra africana de Darfur.

Apenas um terço dos 26 mil soldados previstos para a força de paz foram enviados a Darfur.

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