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ONU decide iniciar retirada de funcionários de Darfur | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONU (Organização das Nações Unidas) anunciou nesta segunda-feira que começou a retirar os seus funcionários não-essenciais da região de Darfur, no oeste do Sudão. A medida foi adotada no mesmo dia em que o promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, pediu à corte a prisão do presidente sudanês, Omar Al-Bashir, sob a acusação de genocídio e de crimes contra a humanidade em Darfur. O comandante das forças da Unamid, general Martin Luther Agwai, disse que a retirada foi decidida por causa da falta de segurança em Darfur, mas acrescentou que os soldados da força de paz vão continuar atuando na região na medida do possível. "Vamos continuar a proteger o pessoal e as instalações da ONU que estão aqui e continuaremos a ajudar as organizações humanitárias a fazer seu trabalho de levar assistência ao povo de Darfur", disse. Segurança Até maio deste ano, a missão conjunta da ONU e da União Africana em Darfur (Unamid, na sigla em inglês) tinha cerca de 9,6 mil soldados e 1,3 mil civis. Não está claro exatamente quantos funcionários as Nações Unidas vão retirar de Darfur, uma região que milícias supostamente apoiadas pelo governo são acusadas de matar moradores de vilarejos. O subsecretário de Relações Exteriores do Sudão, Mutrif Seddeek, disse à BBC que a retirada do pessoal da ONU foi "uma decisão unilateral, com a qual o governo sudanês não teve nenhum envolvimento". Segundo o correspondente da BBC em Darfur, David Bamford, embora o TPI seja um órgão independente, sobre o qual as Nações Unidas não têm influência, a ONU teme que possa passar a ter mais dificuldades para atuar em Darfur. A ONU participa, junto com ONGs, de operações humanitárias de larga escala no oeste do Sudão. No dia 8 de julho, sete soldados da Unamid foram mortos e 22 feridos, alguns gravemente, em uma emboscada atribuída a milícias no norte de Darfur. |
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