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Atualizado às: 07 de julho, 2008 - 18h52 GMT (15h52 Brasília)
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Autoridades apóiam G8 maior, com Brasil, diz pesquisa

Líderes do G8 reunidos no Japão
Pesquisa foi feita com autoridades e especialistas de 16 países
Uma pesquisa realizada pelo instituto de pesquisas políticas Brookings Institution, de Washington, revelou que 63% das autoridades de 16 países são a favor de uma versão ampliada do G8, com a inclusão de Brasil, Índia, China, África do Sul e México.

A enquete também ainda que 85% dos consultados acreditam que o mundo precisa de ''um mecanismo que atue como um guia global'', mas que ''apenas 15% acreditam que o G8 esteja desempenhando esta tarefa''.

O G8 é o grupo que reúne as sete economias mais industrializadas do mundo, mais a Rússia. O grupo realiza atualmente, na Ilha de Hokkaido, no Japão, sua reunião anual, e o Brasil participa como país convidado.

Na pesquisa, foram ouvidas 76 autoridades governamentais e especialistas de 16 países de economias desenvolvidas e emergentes, entre eles Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Argentina, Rússia e China.

Percepção do G8

De acordo com a pesquisa, somente 10% acredita que o G8 ''seja visto pela opinião pública mundial como um mecanismo efetivo de cooperação internacional'' e apenas 8% julga que ''a composição do G8 é vista pela opinião pública mundial como sendo 'legítima'''.

A enquete também revelou que, entre os americanos consultados, 67% acreditam que o próximo presidente dos Estados Unidos deve manifestar apoio à idéia de que a próxima reunião do G8, em 2009, na Itália, conte com uma versão expandida do órgão.

 A estrutura de reunião do G8 é obsoleta, uma aberração do século 20, posando, em pleno século 21, como um grupo capaz de exercer liderança global, em um mundo em que os países do G8 são uma clara minoria em termos de população, cultura, religião e tamanhos de suas economias.
Colin Bradford, que liderou a pesquisa

O número é ainda maior, 85%, quando analisados todos os demais países ouvidos na enquete, em relação ao papel do próximo líder americano na defesa de que o próximo encontro do G8 ocorra com uma versão ampliada do grupo.

A pesquisa diz que até 2050, oito entre nove bilhões de pessoas no planeta virão de países não-ocidentais e que apenas 1 bilhão virá das nações industrializadas do Ocidente.

''Os encontros do G8 visam lidar com desafios globais, mas a maioria global não está presente, atualmente'', diz o estudo.

Análise

A enquete foi conduzida por Colin Bradford, pesquisador-associado do Brookings Institution, e a análise dos dados contidos na pesquisa constam do estudo Os Estados Unidos e a Reforma de Fóruns Internacionais em uma Era de Transformação, também assinado por Bradford.

De acordo com ele, ''a estrutura de reunião do G8 é obsoleta, uma aberração do século 20, posando, em pleno século 21, como um grupo capaz de exercer liderança global, em um mundo em que os países do G8 são uma clara minoria em termos de população, cultura, religião e tamanhos de suas economias''.

O pesquisador afirma que ''enquanto o G8 seguir com a pretensão de decidir pelo planeta, a divisão 'nós contra eles' continuará a ser a que prevalecerá contra um mecanismo válido de governança global''.

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