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Bush confirma presença na abertura dos Jogos de Pequim | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, vai participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, marcada para o dia 8 de agosto, informou a Casa Branca nesta quinta-feira. A confirmação, feita pela porta-voz Dana Perino, ocorre após meses de especulação sobre a presença do líder americano. Grupos de defesa dos direitos humanos e políticos de oposição, incluindo o provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, vinham pedindo que Bush considerasse a possibilidade de boicotar a cerimônia de abertura dos Jogos de Pequim. A possibilidade de boicote foi motivada pela repressão do governo chinês aos protestos contra a dominação chinesa no Tibete, ocorridos no começo deste ano. Protestos no Tibete A inquietação no Tibete teve início no dia 10 de março, aniversário de um levante histórico dos tibetanos contra a dominação chinesa. Inicialmente, monges budistas promoveram passeatas pacíficas na capital, Lhasa. As manifestações, porém, se tornaram violentas após o dia 14 de março e se espalharam para outras províncias onde há chineses de etnia tibetana. O governo da China afirma que pelo menos 19 pessoas morreram durante os protestos. No entanto, o governo do Tibete no exílio afirma que a repressão das forças de segurança chinesas resultou em dezenas de mortes. Os confrontos foram os piores dos últimos 20 anos na região e provocaram protestos durante a passagem da tocha olímpica por diversas cidades do mundo. Vários líderes mundiais também decidiram boicotar a Olimpíada por causa da repressão chinesa no Tibete. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e a chanceler alemã, Angela Merkel, são alguns dos líderes que não deverão participar da cerimônia de abertura dos Jogos de Pequim. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que sua presença depende dos progressos no diálogo entre o governo chinês e o governo tibetano no exílio. Vitória simbólica Bush, no entanto, sempre afirmou que os Jogos Olímpicos são um espetáculo esportivo e não devem ser politizados. Segundo o correspondente da BBC em Pequim, James Reynolds, a confirmação da presença de Bush representa uma vitória simbólica para a China e os organizadores dos Jogos Olímpicos. A Casa Branca informou que, durante a visita, o presidente e a primeira-dama, Laura Bush, deverão se encontrar com o presidente da China, Hu Jintao. Perino afirmou que Bush também irá visitar a Coréia do Sul e a Tailândia na mesma viagem. |
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