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Atualizado às: 01 de julho, 2008 - 10h52 GMT (07h52 Brasília)
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Ex-detentos de Abu Ghraib entram com processo nos EUA
Prisioneiro sofrendo abusos em Abu Ghraib
Os prisioneiros foram vítimas de abusos e tortura na prisão
Quatro iraquianos, ex-detentos da prisão Abu Ghraib, em Bagdá, deram entrada nos Estados Unidos em processos contra duas empresas e três homens americanos pelos abusos sofridos durante o período em que estiveram presos.

Os ex-prisioneiros, que foram soltos sem acusações, ficaram na prisão durante 2003 e 2004.

Eles afirmaram que foram torturados e buscam compensações das empresas CACI e L3 Services, que forneciam interrogadores civis ao Exército americano e são acusadas de cumplicidade nos abusos.

Além disso, os ex-detentos também acusam três americanos – Adel Nakhla, Timothy Dugan e Daniel Johnson – que eram empregados civis das duas companhias e participaram das interrogações.

Em uma declaração, a empresa CACI afirmou que as acusações não teriam fundamento e que "as alegações de abuso, combinadas com reclamações imaginárias de conspiração, permanecem sem relação com os funcionários da empresa".

As primeiras imagens sobre os casos de tortura praticados por militares americanos na prisão de Abu Ghraib foram publicadas em 2003, ano em que os abusos teriam acontecido. Em 2006, a rede de televisão australiana SBS divulgou outras imagens de presos sendo torturados.

Abusos

Um dos ex-prisioneiros, Waseem al-Quraishi, disse que foi eletrocutado, espancado e que ficou pendurado de um poste por sete dias.

Outro deles, Mohammed Abdwaihed Towfek al-Taee, afirmou que foi obrigado a tomar vários litros de água enquanto seu pênis ficava amarrado - impedindo-o de urinar.

O processo judicial dos quatro homens não será o primeiro envolvendo ex-prisioneiros de Abu Ghraib. No entanto, em casos anteriores apenas militares foram acusados ou presos por causa das torturas e nenhum civil ainda foi condenado pelos abusos.

Milhares de civis norte-americanos foram contratados pelo Exército americano no Iraque e vários deles ocuparam cargos nos serviços de inteligência ou no combate.

Segundo o correspondente da BBC em Washington Adam Brookes, há posições divergentes sobre que leis esses civis devem obedecer e sobre quem deve puni-los, caso façam algo de errado no Iraque.

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