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Policiais do caso Jean Charles ganham direito a anonimato | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Justiça britânica acatou os pedidos de 44 policiais para ter a sua identidade preservada no novo inquérito que vai investigar a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto a tiros por policiais em Londres em julho de 2005 ao ser supostamente confundido com um homem-bomba. Com o anonimato garantido, os policiais poderão ter os seus nomes modificados e prestar depoimentos com os seus rostos ocultos. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira pelo juiz Michael Wright, encarregado de conduzir a investigação, durante uma audiência em um tribunal de Southwark, no sul de Londres. Wright permitiu apenas que os familiares do brasileiro possam ver os depoentes, depois que a família apresentou questionamentos sobre a lisura do processo. O magistrado justificou a decisão com o fato de muitos policiais continuarem a participar de operações contra o terrorismo e o crime organizado. Segundo ele, esses policiais e as suas famílias poderiam ficar em perigo se prestassem depoimento sem anonimato. Nem todos os agentes que devem prestar depoimentos escritos ou orais pediram anonimato, incluindo a vice-comissária assistente Cressida Dick, que estava no comando da operação que acabou com a morte do brasileiro. Família 'desapontada' Um porta-voz da família de Jean Charles disse em uma mensagem divulgada à imprensa que eles estão "profundamente desapontados" com a decisão favorável ao anonimato dos policiais, que vai contra o espírito de uma investigação aberta e transparente. "Nós achamos muito difícil acreditar que todos esses policiais precisam de tal nível de proteção", diz a mensagem enviada por email a meios de imprensa. "Ao invés disso, parece que a Polícia Metropolitana continua a promover táticas para garantir que indivíduos nomeados escapem da responsabilidade pelo assassinato deliberado de um homem inocente." O juiz também confirmou que o inquérito terá início no dia 22 de setembro e que terá um cronograma rígido, com duração máxima de 12 semanas. Segundo Wright, haverá um site na internet com informações sobre o processo. No ano passado, a Polícia Metropolitana de Londres foi multada em mais de R$ 600 mil, além de custos legais, por quebrar regras de segurança pública. No entanto, nenhum policial foi condenado pela morte do brasileiro. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Policiais pedem anonimato para falar no caso Jean Charles, diz jornal24 abril, 2008 | BBC Report Caso Jean Charles: Comissão isenta policiais21 dezembro, 2007 | BBC Report Policial criticado no caso Jean Charles receberá 'aconselhamento'13 dezembro, 2007 | BBC Report Chefe antiterror da polícia de Londres anuncia saída do cargo04 dezembro, 2007 | BBC Report Caso Jean: Órgão fiscalizador apóia chefe da polícia22 novembro, 2007 | BBC Report Chefe da polícia de Londres diz que fica no cargo08 novembro, 2007 | BBC Report Família quer levar caso Jean Charles para Corte Européia08 novembro, 2007 | BBC Report Comissão critica 'falhas graves' em caso Jean Charles08 novembro, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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