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'Economist' defende fim da tarifa dos EUA ao etanol do Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A revista britânica The Economist traz na edição que chega às bancas nesta sexta-feira um artigo em que elogia o etanol brasileiro, dizendo que o combustível é alvo de críticas injustas, e defende o fim da tarifa imposta pelos Estados Unidos à importação do combustível produzido no Brasil. Intitulado Lean, green and not mean (Enxuto, verde e bom, em tradução livre), o texto disse que os argumentos em favor do fim da tarifa de US$ 0,54 por galão (cerca de R$ 0,22 por litro) “foram fortalecidos pela alta no preço do petróleo e pelas enchentes que destruíram as lavouras de milho no Meio Oeste” dos Estados Unidos, usadas para produzir etanol no país. “Isso fez com que os preços do milho subissem muito e tornou a idéia de subsidiar a lavoura para produzir etanol uma idéia ainda pior do que era antes, visto que, em vez disso, há um etanol mais verde e barato que os Estados Unidos poderiam comprar do Brasil.” A revista defende o etanol brasileiro das críticas mais comuns feitas a ele, como a de que a produção do biocombustível teria colaborado para o aumento mundial no preço dos alimentos e incentiva produtores a devastar trechos de floresta amazônica para aumentar sua área para plantação. “Tais preocupações são aparentemente prematuras”, diz o artigo, argumentando que a área reservada para produção extensiva de gado é muito maior que a dedicada à cana e que a lavoura pode aproveitar áreas de pasto degradadas com “pouco ou nenhum efeito sobre o preço da carne”. “Protecionistas hipócritas” Além disso, a revista diz que a maior parte do etanol brasileiro é produzida em canaviais “a milhares de quilômetros da Amazônia, no Estado de São Paulo ou no Nordeste”. A Economist reconhece que, no Brasil, os trabalhadores que atuam na colheita da cana enfrentam condições duras e que houve casos de pessoas sendo submetidas a condições de semi-escravidão – outra crítica feita à produção do etanol no Brasil. “O corte da cana é um trabalho de quebrar as costas, e todo ano algumas pessoas morrem durante a colheita”, diz o artigo, que ressalta, entretanto, que outros tipos de lavoura matam mais trabalhadores rurais no Brasil. O texto conclui dizendo que, para os brasileiros, os estrangeiros que defendem barreiras ao etanol em nome do meio ambiente ou da alta dos alimentos são “protecionistas à antiga em um disfarce hipócrita” e que a tarifa “deve acabar”. |
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