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Crítica da Anistia é equivocada, diz indústria da cana | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) definiu como "equivocado e fora de contexto" o relatório da Anistia Internacional que criticou as condições de trabalho em parte do setor de cana-de açúcar no Brasil. "A Unica considera que, ao privilegiar casos isolados e ainda sem conclusão judicial quanto a eventuais transgressões, o documento transmite uma visão equivocada e fora de contexto, que não representa a realidade que se observa hoje na vasta maioria do setor sucroalcooleiro brasileiro", diz nota distribuída pela entidade à imprensa nesta quarta-feira. O relatório anual da Anistia sobre a situação dos direitos humanos no mundo, divulgado nesta quarta-feira, cita casos em que o Ministério do Trabalho resgatou trabalhadores em condições degradantes ou até "análogas à escravidão" no caso de uma plantação de uma fabricante de etanol no Pará. Para a Unica, porém, os casos citados pela Anistia são "autuações" ainda sujeitas a processos administrativos conduzidos pela própria entidade. "O processo administrativo está em andamento nas autuações citadas no relatório e, até agora, não há qualquer conclusão. Terminado esse processo, o caso teria que prosseguir na justiça, para se chegar, então, a uma efetiva condenação. Apesar disso, alguns veículos de comunicação insistem em tratar estas situações como casos concluídos e fatos consumados." A entidade, que reúne 110 empresas da indústria sucroalcooleira, diz ainda considerar surpreendente que a Anistia "afronte o argumento básico" de que todos são inocentes até que se prove em contrário. Tim Cahill, porta-voz da Anistia para o Brasil, disse à BBC Brasil, antes do pronunciamento da Unica, que reconhecia o "papel importante" do setor no crescimento econômico do Brasil, mas cobrou maior regulamentação e fiscalização por parte do governo para que o avanço do setor não aconteça às custas de violações de direitos humanos. A organização prepara um estudo sobre o impacto do crescimento da agroindústria como um todo sobre a questão dos direitos humanos no Brasil. Além da cana-de açúcar, os setores madeireiro e de produção de laranja também são alvo da investigação. |
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