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'América Latina paga preço do subsídio à gasolina', diz FT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico Financial Times afirma, em análise publicada nesta terça-feira, que o gasto dos governos com os subsídios à gasolina dá aos latino-americanos a falsa sensação de que não é preciso economizar energia. Além disso, a alta do petróleo estaria ameaçando as contas públicas da América Latina, já que os governos estariam desembolsando mais com os subsídios. "Dirigir nas artérias entupidas das megacidades da América latina pode ser um pesadelo, principalmente por causa do enorme volume de carros, caminhões e ônibus que tomam as ruas diariamente", afirma o jornal, dizendo que a situação não deve mudar apesar do aumento do preço do petróleo. "Enquanto nas últimas semanas vários governos asiáticos abandonaram os caros subsídios à gasolina, a maioria dos países latino-americanos – sejam eles produtores de petróleo, como o México e a Venezuela, ou importadores, como o Chile – permanecem comprometidos com dar proteção aos motoristas do impacto do preço mais alto do petróleo." Brasil e Venezuela No artigo intitulado América Latina paga o preço do subsídio à gasolina, o jornal cita os subsídios pagos pelos principais governos da região, que aumentaram neste ano com a alta do petróleo, e compara o preço do litro da gasolina, que chega a US$ 1,58 no Brasil, e a US$ 0,04 na Venezuela. "Isso pode prejudicar retornos para os governos e para os acionistas privados. A Venezuela – que vende o litro da gasolina a US$ 0,04 e tem alguns dos piores engarrafamentos como resultado – não mostra nenhum sinal de que vai abandonar o subsídio, que analistas calculam em pelo menos US$ 11 bilhões de prejuízo apenas na receita perdida com exportação." Segundo o FT, o único país da região que não está seguindo a tendência é o Peru. "Duas semanas atrás o governo reduziu os subsídios semanais, que chegavam a US$ 36 milhões por semana, em cerca de 40%. O preço da gasolina nas bombas subiu cerca de US$ 0,04 o litro." "A razão por trás da falta de reforma é bastante clara. De todas as regiões do mundo, a América Latina é a que tem mais razões para temer os efeitos da inflação", afirma o jornal, explicando que até o início dos anos 90 era comum ver taxas de inflação de 100% ao ano em países da região. "Mas essas políticas têm sérios custos. Elas estão aumentando a pressão fiscal, prejudicando o progresso feito em muitos países que estavam conseguindo equilibrar as contas do governo." "Mais seriamente, os subsídios distorcem os incentivos. Enquanto o alto preço do petróleo estimulou muitos países desenvolvidos a economizar energia e fazer um uso mais eficiente dos recursos, não há sinal disso acontecendo na América Latina." Segundo o FT, só na Venezuela o consumo doméstico de gasolina dobrou nos últimos seis anos, para cerca de 600 mil barris por dia. "O baixo custo também cria estímulos para contrabandistas, que vendem gasolina do outro lado da fronteira, na Colômbia, onde o combustível é muito mais caro." |
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