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Atualizado às: 05 de junho, 2008 - 18h31 GMT (15h31 Brasília)
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Europeus aprovam lei que facilita expulsão de imigrantes

Guarda costeira espanhola recebe imigrantes ilegais em Tenerife, nas ilhas Canárias (arquivo)
Guarda costeira espanhola recebe imigrantes ilegais em Tenerife
Os ministros de Interior da União Européia aprovaram nesta quinta-feira uma diretiva que harmonizará as políticas de repatriação de imigrantes nos 27 países do bloco e deverá facilitar a expulsão dos cerca de 8 milhões de ilegais residentes atualmente no bloco.

A proposta elaborada pela Comissão Européia, o braço Executivo da União Européia, conseguiu um consenso depois de três anos de debates e ajustes de última hora realizados nesta semana para atender a exigências do Parlamento Europeu, que deve dar oficialmente seu aval na sessão plenária do próximo dia 18.

Segundo a versão final da diretiva, os imigrantes ilegais terão um prazo de 30 dias para deixar voluntariamente o território europeu.

Caso se neguem a fazê-lo, poderão ser detidos em centros especiais por até seis meses, período em que seu processo de repatriação deverá ser julgado e concluído.

Esse prazo poderá ser prorrogado para 18 meses em caso de atrasos excepcionais, como dificuldades para determinar o país de origem do imigrante, um caso comum em relação aos africanos que chegam em barco às Ilhas Canárias, na Espanha.

Concluído o período limite, o imigrante deve ser liberado, independentemente de ter uma ordem de expulsão cujo cumprimento foi atrasado por falta de documentos, problemas de vôo ou qualquer outro imprevisto.

Harmonização

Para Bruxelas, o prazo estabelecido dará às autoridades o tempo necessário para concluir uma ordem de expulsão e acabará com a possibilidade de que o ilegal volte a ganhar as ruas e desapareça do controle dos serviços de imigração.

Atualmente, os limites de detenção variam entre 32 dias na França e 20 meses na Letônia, já que a pasta de imigração é competência dos governos nacionais.

As novas normas, que devem entrar em vigor a meados de 2010, serão aplicadas em todos os países europeus.

"Não é eficiente manter 27 políticas de imigração justapostas. Um enfoque comum é, no meu ponto de vista, a melhor forma de se proteger de eventuais desvios populistas e xenófobos", defendeu nesta semana o presidente da Comissão Européia, o português José Manuel Durão Barroso.

A pedido do Parlamento Europeu, a diretiva inclui uma cláusula pela qual os países membros se comprometem a oferecer assistência jurídica gratuita a alguns imigrantes, financiada, em parte, pela Comissão Européia.

Depois desse ajuste, o ministro de Interior da Eslovênia, Dragutin Mate, cujo país detém a presidência de turno da União Européia, disse estar confiante de que não haverá surpresas em relação à aprovação parlamentar.

"Será um passo importante. Essa é a primeira diretiva sobre política de imigração em cuja decisão o Parlamento participa plenamente", afirmou nesta quinta-feira em entrevista coletiva.

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