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Espanha admite que pode ter errado no tratamento a brasileiros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo espanhol admitiu a possibilidade de que a polícia aduaneira do aeroporto de Barajas, em Madri, tenha cometido erros na hora de barrar turistas brasileiros. Segundo a agência de notícias espanhola Europa Press, o Ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, disse que "pode ser que tenha havido erros e que a atuação de algum policial não tenha sido correta". O ministro interino (à espera da nova formação de gabinete do recém-reeleito primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero) disse ainda em uma conversa com jornalistas antes do feriado de Semana Santa que espera resolver o impasse com o Brasil em breve. De acordo com a agência espanhola, Rubalcaba admitiu que "pode ser que tenham havido erros e é preciso corrigí-los". O ministro, no entanto, não disse quando haverá esse encontro de conciliação. Nem quem seriam os negociadores de ambos governos, já que oficialmente a Espanha não confirmou se a conversa será diretamente entre os chanceleres Celso Amorim e Miguel Ángel Moratinos ou a se a Secretaria de Estado para a Ibero-América, Trinidad Jiménez, será a representante do governo espanhol, nem mesmo se a reunião será depois da Semana Santa. Rubalcaba disse ainda que repatriar um visitante estrangeiro é sempre um gesto "muito doloroso". Também que está consciente de que a aplicação da reciprocidade no Brasil é "um protesto do governo brasileiro porque nos últimos tempos tem havido mais cidadãos brasileiros que não puderam entrar na Espanha". Apesar de admitir a possibilidade de erros na atuação da polícia no aeroporto de Madri, o ministro justificou o veto para alguns turistas alegando que não é viável deixar entrar no país pessoas que não cumpram os requisitos legais. Principalmente porque a Espanha seria a principal via de acesso de "máfias de imigrantes" e o segundo maior receptor de imigração do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. "É preciso fazê-lo (referindo-se ao controle rígido da polícia) porque senão você está dando às máfias um certificado de legalidade", disse o ministro. Já o Ministério espanhol de Relações Exteriores também espera uma solução negociada do conflito. Nenhum representante ministerial quis hoje dar detalhes sobre os incidentes com o Brasil e o único comentário é que a situação será normalizada. Um porta-voz do Ministério disse apenas que "não consta que tenham aparecido novas queixas" de espanhóis barrados nos aeroportos brasileiros nos últimos dias, nem de brasileiros deportados de Madri. E que em qualquer caso a recomendação é única para todos, brasileiros e espanhóis: procurar consulados e embaixadas para saber como atuar e entender o porquê da inadmissão. "Em ocasiões sim que há razões que justificam a expulsão", disse o porta-voz. |
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