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Brasileiros são presos na Espanha por 'curandeirismo' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Oito brasileiros foram presos na última sexta-feira na ilha espanhola de Palma de Mallorca acusados de fraude por anunciar curas milagrosas. De acordo com a polícia, a operação chamada de "Vodu Brasil" acabou com uma rede de curandeiros e videntes que atuava na Espanha há quatro meses. A quadrilha foi detida com 125 mil euros (cerca de R$ 330 mil) em dinheiro e diversas jóias de vítimas que deixavam seus objetos pessoais para serem purificados. A Polícia Nacional da Espanha diz que os brasileiros ofereciam serviços de vidência, astrologia e curandeirismo por meio de anúncios colocados nas ruas e em jornais. Os clientes pagavam 50 euros pela primeira consulta com leitura de mãos, búzios e tarô e sempre ouviam que sofriam algum tipo de "negatividade". Para se curar e prosperar, era necessário cumprir tarefas que incluíam a purificação de seus objetos pessoais, começando pelas jóias. Com essa estratégia, o grupo atuou em mais de 20 cidades nas províncias de Castilha e León, Extremadura, Andaluzia e Mérida. "Se moviam com rapidez", disse o porta-voz da polícia nacional. "Ao dizer que o trabalho de purificação duraria 24 horas, ganhavam tempo para fugir." Doenças Os brasileiros foram acusados também de delito contra a saúde pública por oferecer tratamentos de doenças. Nas consultas, segundo a polícia, a quadrilha aproveitava para vender misturas de plantas e partes de animais como curas para infertilidade, problemas de pele, ossos e sangue e limpeza espiritual. Segundo os detetives, as investigações para este tipo de fraude são "lentas e difíceis porque as testemunhas muitas vezes acabam convencidas de que denunciar esses falsos curandeiros pode atrair desgraças". "Quem procura este tipo de serviço é influenciável", disse o porta-voz da polícia. "Normalmente, pensa que é melhor não se envolver porque, em algum momento, esses videntes fizeram ameaças." A quadrilha é formada por membros de uma mesma família, que não tiveram seus nomes divulgados, e atuava na Espanha desde setembro de 2007. Pelos crimes contra a saúde pública, os brasileiros podem ser condenados a penas de três anos de cadeia. A sentença pode incluir ainda mais dois anos por fraude, dependendo do número e da gravidade das denúncias. |
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