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Atualizado às: 11 de janeiro, 2008 - 15h33 GMT (13h33 Brasília)
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70% dos homens que se prostituem na Espanha são brasileiros, diz estudo

Um estudo realizado na Espanha mostrou que quase 70% dos homens que se prostituem no país são brasileiros.

Sete mil homens foram ouvidos na pesquisa Trabalhadores masculinos do sexo, conduzida pelo Ministério da Saúde espanhol em parceria com o governo regional de Madri e a ONG Triângulo.

Segundo o estudo, a chegada em massa de brasileiros à Espanha a partir de 2005 disparou os índices de prostituição no país.

Até 2005, os brasileiros representavam 36% do total do mercado. Em 2006, chegaram a 55% e no ano passado subiram para 68,8%. Os espanhóis eram apenas 12% até o fim de 2007.

Vontade própria

O trabalho indica que o perfil dos brasileiros que se prostituem na Espanha é de jovens entre 17 e 28 anos, homossexuais (75%), com baixo índice de escolaridade, situação ilegal e inexperientes, o que sugere que não tinham a mesma atividade no Brasil.

“A grande maioria decide permanecer nesse setor por dinheiro. Ao contrário das mulheres, que muitas vezes chegam enganadas e pressionadas por máfias, os homens sabem onde estão e exercem por vontade própria”, disse Maria Pelaez, antropóloga que coordenou o estudo.

O levantamento define a prostituição masculina como “invisível” porque usa métodos mais discretos se comparados com os das mulheres.

Somente 1% coloca anúncios nos jornais e 9% estão nas ruas. A maioria (61,4%) atua em saunas gays, e o restante busca clientes de outras formas, como por meio da internet e trabalhando em prostíbulos.

Aids

O estudo alerta também para o alto risco de contágio do vírus do HIV, que é 25 vezes maior entre os homens.

Dos entrevistados, 19,8% mostraram ser soropositivos no primeiro teste de HIV. Entre os que fizeram o exame e ele deu negativo, 6% foram infectados dias depois, o que ficou comprovado no segundo teste.

“Um dos objetivos dessa pesquisa é atuar na prevenção, porque há um problema grave que está aumentando. Entre as mulheres, o índice de contágio é de apenas 1%” disse o médico Jorge del Romero, um dos autores do trabalho.

Uma das partes da pesquisa aborda o uso da camisinha: 97% dos entrevistados responderam que usam preservativo, mas não foram convincentes quando indagados sobre seu uso em todas as relações.

“O problema é que muitas vezes o preservativo é um meio de separar as relações sexuais comerciais das particulares, o que dificulta identificar se o contágio do HIV surge da prostituição ou não”, explicou Ivan Zaro, diretor da ONG Triângulo.

Tony Maia divulga fotos pela internetEspanha
Brasileiro que se prostitui no país foi destaque em filme.
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