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Atualizado às: 02 de junho, 2008 - 14h12 GMT (11h12 Brasília)
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Polícia espanhola prende dez brasileiros acusados de falsificação

Passaportes (foto arquivo)
Quadrilha oferecia documentos de identidade e passaportes portugueses falso
Dez brasileiros foram presos nesta segunda-feira na Espanha acusados de falsificação de documentos.

A quadrilha oferecia empregos em uma empresa de construção através de documentação portuguesa falsa. O dono da construtora, espanhol que participava do esquema, também foi detido.

O grupo aliciava imigrantes brasileiros com ofertas de trabalho que realmente existiam. Os empregos eram para operários na empresa de construção civil de Barcelona.

Para assinar os contratos, era preciso documento de identidade e registro da seguridade social.

A quadrilha então oferecia identidades, passaportes e números de seguridade social portugueses falsos por tarifas que variavam entre os 3 mil e os 6 mil euros (só o passaporte valia 3 mil).

Os documentos ilegais asseguravam aos trabalhadores brasileiros direito a seguridade social, seguro-desemprego e todos os benefícios sociais existentes comuns nos países da União Européia.

Na rua

A Unidade Contra Redes de Imigração e Falsificações de Documentos da polícia espanhola (UCRIF) chegou até a quadrilha depois de achar um dos falsificadores na rua.

O brasileiro R.D.O., 23 anos, imigrante ilegal na Espanha, foi parado em uma blitz na estação de ônibus da cidade de Badajoz (perto da fronteira com Portugal) no mês de maio.

Segundo a polícia, o brasileiro demonstrou tanto nervosismo que acabou chamando a atenção de um policial. Ao revistar a mochila dele, os agentes encontraram 78 documentos de identidade portugueses falsos.

Nas investigações a polícia desmantelou o esquema da empresa (cujo nome não foi divulgado pela UCRIF) da cidade catalã de Santa Coloma de Gramanet, prendendo também o dono da construtora (espanhol) que participava da quadrilha.

Segundo a assessoria de imprensa da polícia, o brasileiro R.D.O. já estava fichado. Tinha sido pego duas vezes no país por "delito de usurpação de personalidade e falsificação de documentos" e "seu expediente de expulsão havia sido tramitado", explicou um porta-voz da polícia à BBC Brasil.

Expulsos

Todos os dez imigrantes ilegais serão expulsos da Espanha assim que os trâmites jurídicos da operação forem concluídos, segundo a polícia.

O empresário espanhol será indiciado por falsificação, imigração ilegal e delito contra os trabalhadores, e poderá pegar entre dois e seis anos de prisão.

Na apreensão desta segunda-feira foram encontrados um computador, uma impressora de alta definição, um scanner e mais de 200 documentos prontos para serem falsificados.

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