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Brasil pede sessão da ONU sobre alta do petróleo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil e os países que integram o Sistema de Integração Centro Americana (Sica, grupo formado por Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá e Belize) pediram nesta quinta-feira a realização de sessão das Nações Unidas sobre a alta do petróleo. O pedido foi feito em um comunicado dos chefes de Estado que participaram em San Salvador, a capital salvadorenha, do 2º Encontro Empresarial Brasil-Sica. Segundo o documento, os líderes dessas nações estão ''preocupados com o caráter presumivelmente especulativo da alta dos preços do petróleo, que se traduzem em um forte impacto negativo nas economias e no desenvolvimento social dos países em desenvolvimento, em particular dos mais pobres, que possam fazer retroceder os avanços alcançados nos últimos anos''. A convocação em caráter urgente de uma sessão extraordinária da Assembléia Geral das Nações Unidas teria, de acordo com o comunicado, o propósito de ''tratar da busca de uma solução real e pragmática para a atual crise, que deixe como resultado redução nos preços do petróleo e esboço de plano de ação integral que se oriente à busca de um mecanismo sustentável''. O texto acrescenta que a medida precisa ser tomada ''a tempo de evitar este tipo de crise, com caráter supostamente especulativo, do comércio internacional''. Ao lançar a ofensiva contra os supostos aumentos especulativos do barril de petróleo, que já ultrapassa US$ 135, Lula redirecionou as críticas que vêm sendo normalmente lançadas contra os supostos efeitos do etanol sobre a alta do preço de alimentos. ''Eu queria que vocês prestassem atenção à nota que pede para a ONU convocar uma reunião extraordinária para discutir o preço do petróleo e as conseqüências do preço do petróleo no amento dos alimentos, dos fertilizantes e na questão energética'', disse. O presidente afirmou que ''o mundo começa a acordar, que é preciso fazer alguma coisa para o povo pobre que, depois de décadas e décadas, começou a ter acesso à comida'' e que agora, segundo o presidente, sofre com os aumentos abusivos do petróleo. |
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