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Comunidade internacional fica aquém das expectivas em relação ao Haiti, diz Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, em Porto Príncipe, a capital do Haiti, que a comunidade de doadores internacionais ''tem ficado aquém das expectativas e promessas em relação ao Haiti''. Os comentários de Lula foram feitos após um encontro na sede do governo do Haiti entre o presidente e o líder haitiano, René Préval, e outros dez ministros brasileiros e representantes do governo haitiano. Lula acrescentou que a ação supostamente tímida da comunidade internacional em relação ao Haiti torna urgente que se reative a conferência de doadores internacionais para a nação caribenha, que estava marcada para o dia 25 de abril, mas acabou cancelada. ''Temos procurado também mobilizar a comunidade doadora internacional para a causa da reconstrução e recuperação do Haiti. Nosso governo também tem se esforçado nas Nações Unidas para apoiar o funcionamento das instituições haitianas'', afirmou o presidente. Segunda visita Esta é a segunda visita do presidente ao Haiti. A primeira se deu em agosto de 2004, quando Lula esteve no país por ocasião de um amistoso da Seleção Brasileira contra a equipe haitiana. Naquele ano, se deu também o início da missão das forças de paz da ONU (Minustah, na sigla em francês), comandadas pelo Brasil. O presidente afirmou que o Brasil irá enviar mais cem militares do Batalhão de Engenharia, para promover obras de infra-estrutura no Haiti. Violência Ao lado de Lula, Préval afirmou que a situação de maior estabilidade no Haiti propiciada pela ação da Minustah exige que agora se parta para outra etapa da participação internacional, com o envio de engenheiros e policiais. O presidente do Haiti enfatizou que a despeito de o país estar mais estável, após as gangues que aterrorizaram as regiões mais pobres terem sido aniquiladas pela Minustah, a criminalidade ainda representa um forte risco ao país. De acordo com Préval, a ameaça agora vem ''não de grupos armados, mas de indivíduos armados'', citando ''vários atos de seqüestros que causaram muito sofrimento para o povo haitiano". "Somente neste mês, foram 25 seqüestros horríveis'', disse o presidente haitiano. |
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