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Risco de guerra civil no Iraque 'está superado', diz premiê | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki, disse, nesta quinta-feira, que o risco de uma guerra civil devastadora no país foi superado. Na abertura da conferência internacional sobre o Iraque, em Estocolmo, na Suécia, Maliki destacou que, pela primeira vez após cinco anos de guerra, o Iraque mostra hoje firmes sinais de progresso na direção da normalização do país. Segundo o premiê, a economia começa a produzir resultados "notáveis", especialmente com as exportações de petróleo atingindo seus maiores níveis desde 2004. Em seu pronunciamento, Maliki renovou o apelo aos credores internacionais pelo perdão da dívida iraquiana, avaliada em US$ 67 bilhões, a fim de permitir o direcionamento de todos os recursos disponíveis para os esforços de reconstrução e desenvolvimento do país. O premiê iraquiano pediu ainda o cancelamento do pagamento das compensações impostas ao Iraque após a invasão do Kuweit pelo ex-ditador Saddam Hussein, em 1990. "Esperamos que nossos países irmãos cancelem a dívida, que representa um fardo para o governo iraquiano", disse ele. O montante total da dívida do Iraque chegava a mais de US$ 120 bilhões, mas segundo o Departamento de Estado americano, cerca de US$ 66,5 bilhões foram perdoados - o que transformou os países árabes nos principais credores do Iraque. 'Novo começo' O primeiro-ministro renovou os apelos pela ajuda da comunidade internacional para a reconstrução do país, mas enfatizou que o Iraque passa agora por um novo começo. Maliki observou que a inflação foi reduzida de 65% em 2006 para 22% em 2007, e que as taxas de desemprego devem cair de 28% em 2003 para 17% até o final de 2008. "Pela primeira vez na história, o Iraque busca uma integração plena na economia regional e global", disse Maliki. "Mais do que nunca, o mundo necessita dos recursos do Iraque, especialmente petróleo e gás", acrescentou ele, dizendo que o que o Iraque espera agora da comunidade internacional é assistência para a reestruturação do país.
Mas Ban alertou que a situação permanece frágil e fez um apelo pela reconciliação política. Ao lado do primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, a secretária de Estado americana Condoleezza Rice destacou que o Iraque vive um novo momento, e que o objetivo central da conferência de Estocolmo é ajudar agora o governo iraquiano a construir uma nação estável e democrática, através de iniciativas como assistência tecnológica. Ajuda do Brasil Em seu pronunciamento no plenário da conferência, o chefe da delegação brasileira em Estocolmo, embaixador Ruy Nogueira, destacou que o Brasil está empenhado em desempenhar um papel construtivo no processo de reestruturação do Iraque. "Cinco autoridades ligadas aos ministérios iraquianos visitarão o Brasil este ano, o que poderá representar um marco nas relações entre os dois países", afirmou. "No setor da cooperação técnica, estamos preparados para fornecer treinamento no Brasil para cidadãos iraquianos nas áreas de agricultura, desenvolvimento rural, saneamento e saúde", disse. O embaixador também ressaltou que o Brasil acredita que o processo de acompanhamento da conferência de chefes de Estado dos paises árabes e da América Latina, realizada pela primeira vez em Brasília em 2005, será instrumental para a reinserção do Iraque no cenário internacional. Uma nova conferência está programada para marco de 2009 no Catar. "Neste contexto, e como um dos países credores do Iraque, o Brasil está comprometido a analisar formas de superar os múltiplos obstáculos domésticos a fim de resolver esta questão." "Assim, recebemos com prazer a proposta do Presidente iraquiano, apresentada durante a conferência de 2005, para a criação de um banco bi-regional destinado a promover o comércio entre a América do Sul e o mundo árabe." "Acreditamos que é possível explorar fórmulas para utilizar, por exemplo, parte da dívida oficial iraquiana para a capitalização inicial do banco", acrescentou Ruy Nogueira. O embaixador encerrou seu pronunciamento com o anúncio de que, após 18 anos, o Brasil decidiu reabrir sua embaixada na capital iraquiana. A delegação brasileira na conferência de Estocolmo foi formada por cinco diplomatas - incluindo o embaixador do Brasil para o Iraque, Bernardo Brito, atualmente baseado nas instalações da missão diplomática brasileira em Amã, na Jordânia. A conferência será encerrada no final desta quinta-feira, com uma declaração conjunta que deverá definir os próximos passos para a estabilização do Iraque. |
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