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Conferência na Suécia discute reconstrução do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, presidem nesta quinta-feira, na capital sueca, uma conferência internacional sobre o Iraque, com a meta de ampliar os esforços para a estabilização e a reconstrução do país após cinco anos de guerra. O encontro vai reunir cem delegações estrangeiras e ministros do Exterior de mais de 30 países, entre eles a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e chanceleres do mundo árabe. A presença policial foi visivelmente reforçada nas ruas de Estocolmo para receber os cerca de 600 participantes do evento, e uma grande manifestação de protesto contra a guerra no Iraque está sendo convocada para o final da tarde, no centro da cidade. A conferência vai avaliar e dar prosseguimento ao Contrato Internacional de Objetivos para o Iraque (ICI), o plano quinqüenal traçado para o desenvolvimento do país. Aprovado durante a conferência internacional de Sharm el-Sheik em maio de 2007, o ICI é a matriz idealizada pelas Nações Unidas e o governo iraquiano para a promoção da segurança e das reformas políticas, sociais e econômicas no Iraque. "O objetivo da conferência será também aumentar o envolvimento dos países europeus nos amplos aspectos do desenvolvimento do Iraque, assim como reforçar o papel das Nações Unidas", disse o ministro das Relações Exteriores sueco, Carl Bildt. Progresso Durante o encontro, será apresentado um relatório sobre o progresso alcançado na implementação do Contrato Internacional de Objetivos para o Iraque em áreas como segurança e reconciliação nacional, um ano após a aprovação do plano. "O objetivo é avaliar se está havendo progresso real no Iraque em termos de reconciliação, distribuição de recursos, combate à corrupção, infra-estrutura e funcionamento das leis eleitorais (para as eleições provinciais de outubro próximo)", disse a ministra sueca para a Cooperação e o Desenvolvimento Internacional, Gunilla Carlsson. "Ainda resta muito a ser feito no Iraque, mas a conferência de Estocolmo é um passo a mais na direção da normalização do país", afirmou a ministra. Mais de 60 países participaram do lançamento, no ano passado, do ICI, que produziu a promessa de perdoar cerca de US$ 30 bilhões (R$ 50 bilhões) da dívida iraquiana. Na conferência de Estocolmo, Bagdá espera obter novas promessas de anistia para sua dívida externa, estimada em US$ 67 bilhões (cerca de R$ 110 bilhões). Refugiados Analistas prevêem que os Estados Unidos deverão pressionar os governos árabes sunitas a oferecer maior apoio ao Iraque, como forma de fazer frente à crescente influência do Irã no país. Funcionários americanos negam a possibilidade de qualquer contato durante a conferência entre a secretária de Estado e o chanceler iraniano, Manouchehr Mottaki, que também participa do encontro na capital sueca. A questão dos refugiados da guerra deverá ser outro tema da conferência. A maior parte dos refugiados buscou asilo nos países vizinhos, mas a Suécia - que se opôs à invasão liderada pelos Estados Unidos no Iraque - é o país ocidental que mais recebeu iraquianos até o momento. Desde a queda do regime de Saddam Hussein, em 2003, cerca de 40 mil iraquianos se estabeleceram no país. Somente a pequena cidade sueca de Södertälje, ao sul de Estocolmo, já acolheu mais refugiados do que os Estados Unidos e o Canadá juntos: um terço da população local, de 82 mil habitantes, é agora de iraquianos. "A Suécia fez a maior parte do trabalho, e penso que isto está basicamente errado", disse o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, que pretende debater o tema com Condoleezza Rice. O Brasil estará representado na conferência por uma delegação de cinco diplomatas, chefiada pelo embaixador Ruy Nogueira. A delegação inclui o embaixador brasileiro para o Iraque, Bernardo Brito, além do embaixador na Suécia, Antonino Mena Gonçalves. A conferência será encerrada no final do dia, com uma declaração conjunta que deverá definir os próximos passos para a estabilização do Iraque. |
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