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Polícia italiana desmonta rede com prostitutas e travestis brasileiros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia italiana descobriu uma rede de prostituição na cidade de Milão que envolvia prostitutas e travestis brasileiros. Segundo a polícia, os travestis estavam ilegalmente no país, e as mulheres tinham visto de turista ainda válido. “Os brasileiros são seis travestis e três moças, de 18 a 22 anos de idade, que estavam na cidade com visto para turistas, com validade para 90 dias”, disse à BBC Brasil o inspetor Vito Albanesi, um dos coordenadores da operação. O inspetor não quis divulgar os nomes dos envolvidos. “Estão todos sob investigação e alguns serão processados, por isso devemos manter sigilo”, disse Albanesi. De todo o grupo, apenas um dos travestis brasileiros foi detido. Contra ele, havia sido emitido um mandado de expulsão - por estar ilegalmente no país, embora continuasse na atividade de prostituição. Os outros cinco vão ser processados porque estavam na Itália ilegalmente. Investigação A polícia italiana investigava o caso havia três anos. Ao todo, 31 pessoas vão ser processadas por favorecimento da prostituição, de imigração clandestina ou por violação das normas sobre a imigração. A maioria dos envolvidos era proveniente de países do leste europeu. A organização, chefiada por italianos, administrava dezenas de apartamentos em diversas regiões da cidade e nos arredores, através de duas agências imobiliárias. Eles alugavam os apartamentos a prostitutas e travestis, cobrando deles 1.500 euros (cerca de R$ 4 mil) por mês. Os proprietários dos apartamentos recebiam apenas a metade do valor e não sabiam que suas casas eram usadas para fins de prostituição. Segundo informações da polícia, as próprias agências imobiliárias procuravam as prostitutas, que buscavam os clientes através de anúncios em revistas especializadas ou mesmo em algumas ruas da cidade, para depois levá-los aos apartamentos alugados. O preço cobrado dos clientes variava de 200 euros (cerca de R$ 500) até 2.000 euros (R$ 5 mil), por uma oferta de “sexo extremo”, conforme definição dos agentes da polícia milanesa. Segundo os agentes, com o dinheiro arrecadado, o grupo de italianos chegou a comprar cerca de 20 apartamentos em Milão e em cidades próximas. “Em Milão está sendo criada uma ligação perigosa entre prostituição e imigração clandestina. Isso aumenta a ilegalidade, atraindo a criminalidade, favorecida pela presença de 40 mil irregulares na cidade”, disse o vice-prefeito, Riccardo de Corato, ao jornal La Stampa. |
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