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Justiça analisa caso de prostituta brasileira violentada em Milão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Justiça italiana realiza nesta quinta-feira uma audiência preliminar sobre o caso da prostituta brasileira violentada por um cliente em junho passado, em Milão. A audiência, marcada no Tribunal de Justiça de Milão, irá decidir os rumos do processo aberto no Ministério Público contra o empresário do ramo imobiliário Paolo Nessi, acusado de violentá-la no quarto de um hotel no centro de Milão, na noite do dia 22 de junho. O juiz encarregado, Giorgio Barbuto, irá ouvir os indiciados e decidir se Nessi deverá ser julgado em tribunal. Ele pode ainda apontar possíveis erros na investigação e pedir um novo inquérito ou tentar um acordo entre as partes. Segundo relatos da imprensa italiana, Nessi já teria tentado, informalmente, oferecido uma indenização à brasileira, que teria recusado a oferta. Depoimento Segundo a promotoria, a brasileira, de 25 anos, cuja identidade é mantida em segredo pela Justiça, teria sido a quarta prostituta chamada por Nessi naquela noite. As três anteriores teriam deixado o quarto ao desconfiarem que ele não tinha o dinheiro combinado para o pagamento. Em depoimento à polícia italiana, a brasileira afirmou que, ao repetir a ameaça de ir embora caso ele não aceitasse pagar a quantia estipulada, acabou espancada e violentada. Ela afirmou ainda que foi estuprada várias vezes pelo cliente na mesma noite. O inquérito ouviu ainda que Nessi chegou a descer na portaria do hotel para tentar conseguir dinheiro em espécie, em vão. Além do depoimento da brasileira, os policiais ouviram os funcionários do hotel e as outras três prostitutas. Prisão Como resultado da investigação, a justiça emitiu um mandado de prisão cautelar e Nesso foi preso em Mantova, no dia 31 de julho. Ele foi liberado logo em seguida sob pagamento de fiança. O inquérito sugere que Nessi era um cliente conhecido pelos funcionários do hotel cinco estrelas, com diárias a partir de 500 euros (R$1,3 mil). Segundo relatos de policiais, os funcionários fechavam o frigobar do quarto para evitar que Nessi, conhecido pelos seus problemas com álcool, ficasse bêbado. Prostituição De acordo com as autoridades italianas, o mercado do sexo movimenta, no país, nove milhões de clientes atendidas por cerca de 70 mil prostitutas, mais da metade composta por mulheres estrangeiras. O giro de negócios alcança a cifra de 90 milhões de euros (R$235 milhões) por mês. Na Itália, a prostituição não é considerada como crime, mas a sua exploração é ilegal. |
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