|
Inflação assusta mais emergentes que crise dos EUA, diz 'WSJ' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A inflação representa uma ameaça maior do que os efeitos da crise americana para os países emergentes, segundo afirma uma reportagem publicada na edição desta quinta-feira do Wall Street Journal. "Por causa dos a vários anos de forte crescimento econômico, os mercados emergentes domaram muitos dos seus velhos demônios. Agora, um antigo inimigo volta para assustar esses países: a inflação", diz o texto. O diário americano cita os esforços dos bancos centrais do Brasil e da Índia para tentar conter a inflação. Entre as medidas, o WSJ cita o primeiro aumento em três anos da taxa básica de juros, a Selic, anunciado na semana passada pelo Banco Central brasileiro, e o aumento na proporção dos depósitos que os bancos indianos poderão manter em reserva. "A inflação é um desafio especialmente para os países em desenvolvimento, porque grande parte da população é sensível às mudanças nos preços. Mudanças no custo da alimentação, em particular, são questões que colocam dinamite na política", afirma o WSJ. Segundo o jornal, a China e o Vietnã estão tentando combater a alta dos preços há mais de dez anos e Índia, África do Sul, Rússia e grande parte da América Latina também estariam enfrentando uma ameaça crescente de alta de preços. Risco A reportagem afirma que a inflação nos países emergentes tende a assustar os investidores e prejudicar a cotação das ações e dos títulos. O jornal comenta uma declaração feita em um relatório dos analistas econômicos do Barclays Capital, que afirma que "não é a melhor hora para investir agressivamente nos mercados emergentes”. Segundo o relatório, o risco estaria relacionado com “as pressões inflacionárias crescentes e as mudanças em potencial da política monetária". "A questão é se as pressões inflacionárias atuais nos mercados emergentes – especialmente o aumento nos preços de mercadorias como o arroz e a soja – são um fenômeno passageiro", sugere o WSJ. A reportagem conclui com uma afirmação do economista do Banco Asiático de Desenvolvimento Ifzal Ali. Segundo ele, "a era do crescimento alto e da inflação baixa ao qual nos acostumamos já acabou". |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Líderes latino-americanos anunciam fundo contra crise dos alimentos24 abril, 2008 | BBC Report Alimentos sobem 21% na China em 2008 e afetam inflação16 abril, 2008 | BBC Report Alta dos alimentos pode ajudar o Brasil, diz Mantega11 abril, 2008 | BBC Report Aumento no preço do arroz deve continuar, diz instituto11 abril, 2008 | BBC Report 'Não venham culpar o etanol', diz Lula sobre inflação de alimentos no mundo10 abril, 2008 | BBC Report Alta dos alimentos ameaça estabilidade social, diz ONU10 abril, 2008 | BBC Report China registra maior inflação dos últimos 11 anos19 fevereiro, 2008 | BBC Report OCDE revisa para cima crescimento do Brasil em 200706 dezembro, 2007 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||