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Atualizado às: 24 de abril, 2008 - 08h29 GMT (05h29 Brasília)
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Inflação assusta mais emergentes que crise dos EUA, diz 'WSJ'
Cédulas
O BC brasileiro aumentou a taxa Selic pela 1ª vez em 3 anos
A inflação representa uma ameaça maior do que os efeitos da crise americana para os países emergentes, segundo afirma uma reportagem publicada na edição desta quinta-feira do Wall Street Journal.

"Por causa dos a vários anos de forte crescimento econômico, os mercados emergentes domaram muitos dos seus velhos demônios. Agora, um antigo inimigo volta para assustar esses países: a inflação", diz o texto.

O diário americano cita os esforços dos bancos centrais do Brasil e da Índia para tentar conter a inflação. Entre as medidas, o WSJ cita o primeiro aumento em três anos da taxa básica de juros, a Selic, anunciado na semana passada pelo Banco Central brasileiro, e o aumento na proporção dos depósitos que os bancos indianos poderão manter em reserva.

"A inflação é um desafio especialmente para os países em desenvolvimento, porque grande parte da população é sensível às mudanças nos preços. Mudanças no custo da alimentação, em particular, são questões que colocam dinamite na política", afirma o WSJ.

Segundo o jornal, a China e o Vietnã estão tentando combater a alta dos preços há mais de dez anos e Índia, África do Sul, Rússia e grande parte da América Latina também estariam enfrentando uma ameaça crescente de alta de preços.

Risco

A reportagem afirma que a inflação nos países emergentes tende a assustar os investidores e prejudicar a cotação das ações e dos títulos.

O jornal comenta uma declaração feita em um relatório dos analistas econômicos do Barclays Capital, que afirma que "não é a melhor hora para investir agressivamente nos mercados emergentes”.

Segundo o relatório, o risco estaria relacionado com “as pressões inflacionárias crescentes e as mudanças em potencial da política monetária".

"A questão é se as pressões inflacionárias atuais nos mercados emergentes – especialmente o aumento nos preços de mercadorias como o arroz e a soja – são um fenômeno passageiro", sugere o WSJ.

A reportagem conclui com uma afirmação do economista do Banco Asiático de Desenvolvimento Ifzal Ali. Segundo ele, "a era do crescimento alto e da inflação baixa ao qual nos acostumamos já acabou".

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