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Cientistas estudam peixe que vive sem sexo há 70 mil anos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, estão tentando descobrir como uma espécie de peixe conseguiu sobreviver sem reprodução sexuada há pelo menos 70 mil anos. A população da Molinésia-Amazona, ou Poecilia formosa na nomenclatura científica, é formada apenas por fêmeas e pode ser encontrada na região do Texas, nos Estados Unidos, e no México. A espécie se reproduz por um processo conhecido como ginogênese, que consiste em um tipo de "acasalamento" com machos de outras espécies. O espermatozóide, no entanto, serve apenas para estimular os óvulos da fêmea, não para fecundá-los. Por isso, os filhotes são sempre clones das mães e não herdam traços genéticos do macho. Segundo os cientistas, criaturas que se reproduzem de forma assexuada apresentam problemas genéticos e freqüentemente são vítimas de extinção pela fraqueza da espécie, o que não teria acontecido com a Molinésia-Amazona. Para entender o complexo sistema de sobrevivência desse tipo de peixe, os cientistas calcularam há quanto tempo a molinésia-amazona deveria ter sido extinta, com base em cálculos das modificações genéticas pelas quais passaram várias gerações. Os resultados mostram que a espécie deveria ter sido extinta há 70 mil anos. No entanto, ela ainda pode ser encontrada atualmente. 'Truques' De acordo com os cientistas, a espécie deve estar usando alguns “truques” genéticos para sobreviver e o próximo passo da pesquisa será entender quais são eles. “O que nosso estudo demonstra é que este peixe realmente tem alguma coisa especial e que existem alguns truques que ajudam a espécie a sobreviver”, disse Laurence Loewe, que liderou o estudo. Uma hipótese levantada pela pesquisa é a de que, em alguns casos, o peixe pode estar pegando traços do DNA dos machos para estimular a reprodução e renovar sua combinação genética. Segundo Loewe, as descobertas podem ajudar a compreender melhor os mecanismos de outras espécies. “O interessante é que podemos aprender mais sobre outras espécies que utilizam estes mesmos truques”, afirmou. O estudo foi publicado na revista científica BMC Evolutionary Biology. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Fóssil mostra 'primeiro animal a fazer sexo'21 março, 2008 | BBC Report Camaleões mudam de cor para se destacar, diz estudo30 janeiro, 2008 | BBC Report Vira-latas 'são mais inteligentes que cães com pedigree'28 janeiro, 2008 | BBC Report Gata de cinco patas terá duas amputadas nos EUA27 janeiro, 2008 | BBC Report Novo gato 'híbrido' chega a custar R$ 50 mil; assista06 novembro, 2007 | BBC Report Animal 'mais velho do mundo' é encontrado28 outubro, 2007 | BBC Report Londres tem mostra de fotos sobre vida animal; veja25 outubro, 2007 | BBC Report Estudo 'desvenda' longevidade de organismo assexuado12 outubro, 2007 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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