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Atualizado às: 28 de outubro, 2007 - 22h04 GMT (20h04 Brasília)
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Animal 'mais velho do mundo' é encontrado
Concha
Concha traz registro de mudanças no fundo do mar
Uma concha encontrada no fundo do Atlântico norte, perto da costa da Islândia, é, provavelmente, a criatura viva mais velha já encontrada, segundo cientistas da Universidade de Bangor, no País de Gales.

Os cientistas disseram que o molusco, uma concha do tipo quahog, tinha entre 405 e 410 anos de idade e poderia oferecer pistas sobre a longevidade.

Segundo o jornal Sunday Times, os cientistas não sabiam que a concha era tão velha quando ela foi retirada com vida do fundo do oceano. Quando sua idade foi calculada ela já estava morta.

Os pesquisadores contaram ter calculado a idade do animal contando os anéis da concha.

Segundo o Livro Guinness de Recordes, o animal mais velho do mundo era uma concha ártica encontrada em 1982 aos 220 anos de idade.

Extra oficialmente, uma outra concha - que fica em um museu na Islândia - seria a criatura a ter vivido mais tempo, 374 anos, informaram os cientistas da Universidade de Bangor.

A concha, apelidada de Ming por causa da dinastia chinesa que estava no poder quando ela nasceu, era uma criança quando a rainha Elizabeth 1ª subiu ao poder. Na época, o dramaturgo inglês William Shakespeare estava escrevendo peças como Othello e Hamlet.

O professor Chris Richardson, da Escola de Ciências Oceânicas da Universidade de Bangor, disse à BBC que "os anéis fornecem um registro de como a taxa de crescimento do animal variou de um ano para o outro, e ela varia de acordo com o clima, a temperatura da água e a disponibilidade de alimentos".

"Então, analisando esses moluscos, nós podemos reconstruir o ambiente em que eles cresceram. Na prática, eles são como mini-gravadores no fundo do mar, integrando os sinais sobre a temperatura da água e a quantidade de alimentos disponíveis ao longo do tempo."

Envelhecimento

Richardson afirma que a descoberta da concha pode ajudar a trazer pistas sobre como alguns animais conseguem viver por um tempo extraordinário.

"O que é intrigante neste tipo de concha é como eles conseguiram, efetivamente, escapar do envelhecimento", disse ele.

"Nós achamos que uma das razões é que esses animais têm alguma diferença na taxa de renovação das células que nós podemos associar com animais que vivem por muito menos tempo."

Ele disse que a universidade recebeu dinheiro da organização não governamental britânica Help The Aged para ajudar a financiar as pesquisas.

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