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China diz que nada vai impedir revezamento da tocha olímpica | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim afirmou nesta terça-feira que nenhuma força vai impedir o revezamento da tocha olímpica. "Força nenhuma vai impedir o revezamento da tocha dos Jogos de Pequim", disse o porta-voz do comitê chinês, Sun Weide. A declaração foi feita depois que protestos contra a repressão da China no Tibete atrapalharam a passagem da tocha por Paris, nesta segunda-feira. Devido aos protestos de ativistas pró-Tibete, o percurso da tocha olímpica em Paris teve de ser reduzido, e a cerimônia final da passagem foi antecipada. A passagem da chama por Londres, no domingo, também foi marcada por protestos. Estados Unidos Depois de Paris, a tocha olímpica embarcou rumo aos Estados Unidos, onde deve chegar na quarta-feira, na cidade de São Francisco. Os protestos pró-Tibete já começaram a ser realizados na cidade antes mesmo da chegada da chama. Sete manifestantes foram presos na noite desta segunda-feira, depois de prender cartazes com dizeres pró-Tibete, além de uma bandeira tibetana, nos cabos da Golden Gate, a famosa ponte suspensa de São Francisco. Também nesta segunda-feira, a pré-candidata democrata à Presidência Hillary Clinton pediu que o presidente americano, George W. Bush, boicote a cerimônica de abertura dos Jogos Olímpicos, em Pequim. Trajeto O chama olímpica foi acesa em Olímpia, na Grécia, no dia 24 de março, em uma cerimônia também marcada por protestos de ativistas pró-Tibete. A tocha deverá passar por um total 20 países até chegar a Pequim, no dia 8 de agosto, durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. Os protestos que acompanham o trajeto da tocha olímpica foram provocados pela repressão chinesa a manifestações no Tibete, iniciadas em março. Segundo grupos de tibetanos no exílio, as forças de segurança chinesas teriam matado dezenas de manifestantes durante os protestos contra a dominação chinesa, que começaram no Tibete e se espalharam por várias regiões da China. O governo chinês, no entanto, afirma que o número de mortos nos protestos foi de 19 pessoas. A TV estatal da China afirmou que os manifestantes que interromperam a passagem da tocha olímpica por Londres e Paris eram "um punhado de separatistas tibetanos". |
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