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Estudo aponta relação entre bebês prematuros e autismo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Estudos preliminares feitos com bebês revelaram que 25% dos prematuros nascidos com peso muito pequeno têm maior probabilidade de apresentar sinais de autismo. O risco se mostrou maior entre meninos do que meninas. A pesquisa, feita por especialistas da McGill University, no Canadá, em parceria com dois hospitais de Boston, nos Estados Unidos, foi publicada na revista científica Pediatrics. A autora, Catherine Limperopoulos, enfatizou que nem todos os bebês prematuros correm risco de desenvolver autismo, já que o estudo se baseou em um grupo pequeno de crianças. "É sabido que crianças extremamente prematuras apresentam maior incidência de problemas de aprendizado, déficit de atenção e problemas de comportamento", disse Limperopoulos. "Nossos resultados indicam que testes para sinais de autismo deveriam ser aplicados nesse grupo", afirmou. "Caso o resultado seja positivo, testes específicos para toda a gama de manifestações do autismo deveriam ser feitos." O autismo é uma doença que afeta o desenvolvimento do cérebro, prejudicando a interação social e a comunicação do paciente e levando a comportamentos repetitivos. É a disfunção no desenvolvimento cerebral cuja incidência mais cresce no mundo, afetando uma em cada 150 crianças. A condição se manifesta antes de a criança chegar aos três anos de idade. O estudo acompanhou 91 crianças que nasceram entre sete e 14 semanas antes da média e com peso inferior a 1.500 gramas. Um teste que detecta os primeiros sinais de autismo foi aplicado em cada uma das crianças 22 meses após seu nascimento. Cerca de 25% delas - 23 crianças - apresentaram resultados positivos. O estudo apontou outros fatores associados a uma maior incidência de sinais de autismo, entre eles, infecções sofridas pela mãe durante a gestação e hemorragia aguda durante o parto. Os resultados positivos no teste de autismo foram mais prevalentes entre meninos, o que confirma estudos anteriores associando a condição ao sexo masculino. Os cientistas enfatizam que embora os resultados do estudo sejam importantes, estão baseados em um grupo muito pequeno de pessoas. Além disso, o teste aplicado nas crianças não faz o diagnóstico definitivo do autismo. Crianças cujo teste teve resultado positivo devem depois ser submetidas a outros exames para confirmar o diagnóstico. "Este estudo foi feito em um grupo seleto, de alto risco, de crianças muito prematuras e de maneira alguma estamos sugerindo que todos os bebês prematuros corram risco de autismo", disse Limperopoulos. "Não está claro se esses resultados iniciais são passageiros ou se vão persistir nas crianças à medida em que elas ficarem mais velhas", afirmou. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Menino autista assume volante após desmaio da mãe31 janeiro, 2008 | BBC Report Terapia genética ameniza mal ligado ao autismo20 dezembro, 2007 | BBC Report Estudo aponta relação entre proteína mutante e autismo21 junho, 2007 | BBC Report QI de crianças autistas aumenta com aulas intensivas26 abril, 2007 | BBC Report Cientistas dos EUA criam 'teste do nome' para detectar autismo03 abril, 2007 | BBC Report Pesquisa identifica mutações genéticas ligadas ao autismo19 fevereiro, 2007 | BBC Report Área do cérebro 'controla a confiança'01 abril, 2005 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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