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Atualizado às: 07 de abril, 2008 - 22h13 GMT (19h13 Brasília)
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Estudo aponta relação entre bebês prematuros e autismo
Bebê prematuro
Estudo acompanhou 91 bebês nascidos com menos de 1,5 quilo
Estudos preliminares feitos com bebês revelaram que 25% dos prematuros nascidos com peso muito pequeno têm maior probabilidade de apresentar sinais de autismo.

O risco se mostrou maior entre meninos do que meninas.

A pesquisa, feita por especialistas da McGill University, no Canadá, em parceria com dois hospitais de Boston, nos Estados Unidos, foi publicada na revista científica Pediatrics.

A autora, Catherine Limperopoulos, enfatizou que nem todos os bebês prematuros correm risco de desenvolver autismo, já que o estudo se baseou em um grupo pequeno de crianças.

"É sabido que crianças extremamente prematuras apresentam maior incidência de problemas de aprendizado, déficit de atenção e problemas de comportamento", disse Limperopoulos.

"Nossos resultados indicam que testes para sinais de autismo deveriam ser aplicados nesse grupo", afirmou.

"Caso o resultado seja positivo, testes específicos para toda a gama de manifestações do autismo deveriam ser feitos."

O autismo é uma doença que afeta o desenvolvimento do cérebro, prejudicando a interação social e a comunicação do paciente e levando a comportamentos repetitivos.

É a disfunção no desenvolvimento cerebral cuja incidência mais cresce no mundo, afetando uma em cada 150 crianças.

A condição se manifesta antes de a criança chegar aos três anos de idade.

O estudo acompanhou 91 crianças que nasceram entre sete e 14 semanas antes da média e com peso inferior a 1.500 gramas.

Um teste que detecta os primeiros sinais de autismo foi aplicado em cada uma das crianças 22 meses após seu nascimento.

Cerca de 25% delas - 23 crianças - apresentaram resultados positivos.

O estudo apontou outros fatores associados a uma maior incidência de sinais de autismo, entre eles, infecções sofridas pela mãe durante a gestação e hemorragia aguda durante o parto.

Os resultados positivos no teste de autismo foram mais prevalentes entre meninos, o que confirma estudos anteriores associando a condição ao sexo masculino.

Os cientistas enfatizam que embora os resultados do estudo sejam importantes, estão baseados em um grupo muito pequeno de pessoas.

Além disso, o teste aplicado nas crianças não faz o diagnóstico definitivo do autismo. Crianças cujo teste teve resultado positivo devem depois ser submetidas a outros exames para confirmar o diagnóstico.

"Este estudo foi feito em um grupo seleto, de alto risco, de crianças muito prematuras e de maneira alguma estamos sugerindo que todos os bebês prematuros corram risco de autismo", disse Limperopoulos.

"Não está claro se esses resultados iniciais são passageiros ou se vão persistir nas crianças à medida em que elas ficarem mais velhas", afirmou.

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