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Atualizado às: 04 de abril, 2008 - 12h13 GMT (09h13 Brasília)
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Israel fará simulação de guerra com população

Criança participa de simulação em assentamento judeu na Cisjordânia
Exercício de simulação incluirá escolas e hospitais
O governo israelense iniciará no próximo domingo um grande exercício de simulação a fim de preparar a população para uma situação em que o país seja atacado com mísseis e até com armamentos não-convencionais.

A simulação deverá incluir o próprio gabinete de governo, os sistemas de educação e de saúde e todas as forças de segurança.

Nos últimos dias, a rádio estatal de Israel vem anunciando que, na próxima terça-feira, dia 8 de abril, às 10 da manhã, o sistema de alarmes vai soar em todo o país, como parte de um grande exercício de simulação de um ataque de mísseis contra o território israelense.

“Caso haja um ataque, os habitantes de Israel devem se refugiar nos espaços protegidos em suas residências”, diz o anúncio. “Estar preparado é estar protegido”.

O anúncio, transmitido várias vezes por dia pela rádio, também tem o objetivo de precaver a população e evitar que as pessoas levem um susto e pensem que começou uma “guerra de verdade”.

Proteção

A última vez que essas sirenes soaram em todo o território israelense ocorreu durante a primeira Guerra do Golfo, em 1991.

A população do norte de Israel também passou pela experiência dos alarmes durante a segunda Guerra do Líbano, em agosto de 2006.

Desde a primeira Guerra do Golfo, quando a cidade de Tel Aviv foi alvo de dezenas de mísseis do tipo Scud lançados pelo Iraque, as autoridades israelenses estabeleceram que todas as novas construções devem incluir um abrigo antiaéreo que possa ser totalmente vedado contra armamentos químicos.

Porém a maioria dos prédios em Israel, construída antes de 1991, não tem esse tipo de abrigo e seus habitantes foram instruídos, em caso de ataques, a procurar um “espaço protegido” – ou seja, um local em suas residências onde haja o menor número de paredes externas, janelas e aberturas.

Exercício

O exercício deverá começar no domingo, com uma reunião de simulação do gabinete. Na segunda-feira, haverá um exercício do Comando da Retaguarda, os diversos ministérios, o Corpo de Bombeiros, a Polícia e as forças de emergência.

O auge do exercício deverá ocorrer na terça-feira, com o soar das sirenes e o treinamento de alunos em todas as escolas do país.

Os alunos, inclusive dos jardins de infância, serão treinados a procurar refúgio nos abrigos imediatamente após o alarme.

Na quarta e na quinta-feira, haverá simulações de ataques químicos e colapso de edifícios.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o ministro da Defesa, Ehud Barak, deverão participar ativamente dos exercícios de simulação, e realizar reuniões de emergência para avaliar os diversos cenários que serão treinados.

A simulação ocorre em um momento particularmente tenso nas relações entre Israel e a Síria, depois de informações da mídia, tanto em Israel como no mundo árabe, de que o Exército sírio teria mobilizado soldados da reserva para se preparar para um possível ataque israelense.

Tanto Israel como a Síria negam qualquer intenção de atacar o outro país, mas analistas dizem que, em um momento de tensão, qualquer erro de interpretação das ações do outro lado pode levar a uma escalada de violência.

O governo israelense afirma que o exercício de simulação não tem relação alguma com a tensão atual e que foi planejado há meses.

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