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Otan aprova proposta de escudo antimísseis dos EUA na Europa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos convenceram seus aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, a endossar os planos americanos de construção de um sistema de escudo anti-mísseis no Leste da Europa, apesar da forte oposição da Rússia. O documento final da cúpula apoiará o sistema proposto pelos Estados Unidos, dizendo que ele ajudaria a proteger os aliados de ataques de mísseis balísticos. O documento também deverá incentivar que a Rússia aceite a oferta de cooperar com o projeto. A Rússia se opõe ao escudo dizendo que ele seria uma ameaça à segurança do país. Liderança dos EUA O apoio da Otan ao escudo americano ajuda a reafirmar a liderança dos Estados Unidos dentro da aliança, abalada com a recusa dos países membros em aceitar a proposta americana de convidar a Geórgia e Ucrânia a entrar na organização. O presidente norte-americano, George W. Bush, tinha chegado à cúpula otimista, assegurando que a Macedônia seria convidada a integrar a Otan, junto com os também balcânicos Croácia e Albânia, e pedindo que seus parceiros na Aliança não cedessem às pressões da Rússia contra o acesso de Geórgia e Ucrânia. Com a oposição de Alemanha e França, os aliados preferiram ceder às pressões da Rússia e confirmaram, na manhã desta quinta-feira, o adiamento do ingresso de Ucrânia e Geórgia a seu plano de ação, uma fase prévia ao processo de adesão. A Otan concordou em convidar a Croácia e a Albânia a se juntar à aliança. O presidente russo, Vladimir Putin, cujo país é um importante parceiro estratégico para a União Européia, havia declarado que a aceitação dessas duas ex-repúblicas soviéticas causaria “grandes problemas políticos”. Fontes diplomáticas em Bruxelas já haviam antecipado que seria mais conveniente não contrariar “desnecessariamente” o governo de Moscou. Mas formalmente a justificativa é que Ucrânia e Geórgia não estão preparadas – a primeira devido à falta de apoio de seus cidadãos, e a segundo, aos problemas que enfrenta com as regiões separatistas de Abkázia e Ossétia do Sul. “Chegamos à conclusão de que é muito cedo para dar este status a ambos países”, justificou a chanceler alemã Angela Merkel. Em entrevista coletiva, o porta-voz da Otan, James Appathurai, fez questão de ressaltar que “nenhum país de fora tem poder de veto nas decisões” do bloco, como chegou a sugerir Bush, e afirmou que os aliados “deixarão Bucareste completamente unidos” em relação à ampliação.
No caso da Macedônia, o acesso à Aliança foi vetado pela Grécia, que condiciona sua aprovação a que a ex-república iugoslava mude de nome, já que o atual coincide com o de uma histórica região balcânica com 51% de seu território em solo grego. Questionado sobre as declarações de Bush sobre a aceitação do país, o porta-voz grego do Ministério do Exterior, Giorgos Koumoutsakos, se limitou a lembrar que todas as decisões da Otan têm que ser tomadas por unanimidade e disse que a Grécia não mudará de opinião até que o problema do nome seja solucionado. Afeganistão Bush conseguiu uma pequena vitória das mãos do presidente francês Nicolas Sarkozy, que se comprometeu a enviar um novo contingente de soldados ao leste do Afeganistão, atendendo ao pedido dos americanos. Sarkozy confirmou nesta quita-feira que o reforço francês será de 700 militares. No entanto, a maior prova para o poder dos Estados Unidos será nesta quinta-feira, na sessão especial dedicada à missão da Otan no Afeganistão. Bush espera conseguir um total de mais 10 mil soldados para sua luta contra o terrorismo no feudo da Al Qaeda. Mas a maioria dos aliados está reticente em colaborar, por medo de enfrentar uma oposição cada vez maior por parte de seus cidadãos às missões militares da Otan. Na quarta-feira, o secretário-geral da Aliança, Jaap de Hoop Scheffer, defendeu o reforço para a missão no Afeganistão e chegou a dizer que “o importante é que os líderes políticos mostrem que lideram politicamente quando têm uma opinião pública muito crítica”. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Cúpula definirá futuro da Otan no Afeganistão02 abril, 2008 | BBC Report Sarkozy anuncia que enviará mais tropas ao Afeganistão26 março, 2008 | BBC Report Ajuda financeira 'não chega ao Afeganistão', diz ONG25 março, 2008 | BBC Report Mineiro é dono de pizzaria e dá cursos em Cabul 28 março, 2008 | BBC Report Talebã ameaça explodir torres de celular afegãs25 fevereiro, 2008 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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