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Atualizado às: 31 de março, 2008 - 21h15 GMT (18h15 Brasília)
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Alemães do Brasil são 'mais típicos que na Alemanha', diz 'Der Spiegel'

Página da reportagem publicada na Der Spiegel
Pratos em Pomerode são fartos como a tradição manda, diz revista
Em sua edição desta semana a Der Spiegel, principal revista semanal da Alemanha, diz que quem quiser saber o que é típico alemão deve ir a Pomerode, em Santa Catarina.

É assim que começa uma reportagem de quatro páginas sobre a cidade do sul do Brasil publicada na revista que é lida por 1 milhão de pessoas na Alemanha.

O longo artigo conta a história de Pomerode e mostra como as tradições alemãs continuam vivas mais de 200 anos depois da chegada dos primeiros imigrantes.

Segundo a Der Spiegel, em alguns aspectos Pomerode chega a ser até mais alemã que a própria Alemanha.

Por exemplo, os pratos alemães servidos em restaurantes são fartos como no passado, enquanto a cozinha atual alemã prefere evitar gorduras e calorias, seguindo tendências internacionais.

A revista aponta também para o fato de a pequena cidade em Santa Catarina ter cinco grupos de dança folclórica e 16 Schützenvereine, clubes de tiro com costumes tradicionais alemães.

'Pomerode-Deutsch'

O repórter Carsten Holm elogia os descendentes de alemães que vivem em Pomerode dizendo que eles cultivam as tradições do país de seus avós “sem cair no nacionalismo”.

Der Spiegel é a principal revista semanal da Alemanha
A 'Der Spiegel' é a principal revista semanal da Alemanha

Apesar das fortes raízes alemãs, diz a revista, os moradores de Pomerode são “abertos a outras culturas.”

O jornalista Holm estranhou a língua falada na cidade, chamada de “Pomerode-Deutsch” – alemão do tipo Pomerode.

A revista também faz um balanço altamente positivo da vida na cidade às margens do rio Testo, cuja economia vai de vento em popa.

A Der Spiegel relata que a qualidade de vida na cidade é maior que no resto do país, e que a “pequena Alemanha” no sul do Brasil não tem problemas com a violência.

Segundo o artigo, o último crime mais grave cometido na cidade foi o roubo de um táxi em 2006: um ladrão deixou o taxista amarrado à beira de uma estrada.

Nessa ocasião o outro Brasil (fora dos limites da cidade) invadiu a pacata Pomerode, diz o texto.

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