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Alemães sentem 'vergonha' pelo Holocausto, diz Merkel em Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A chanceler alemã Angela Merkel fez nesta terça-feira um discurso em alemão no Knesset, o Parlamento de Israel, e afirmou que os alemães sentem uma grande "vergonha" pelo Holocausto na Segunda Guerra Mundial. "O assassinato em massa de seis milhões de judeus, feito em nome da Alemanha, trouxe sofrimento indescritível ao povo judeu, à Europa e a todo o mundo. O shoah (termo usado pelos israelenses para designar o Holocausto) enche os alemães de vergonha", disse. "Eu me curvo diante dos sobreviventes e diante de todos os que os ajudaram a sobreviver. O rompimento com a civilização trazido pelo shoah não tem paralelos. Deixou feridas que ainda são sentidas hoje." Merkel começou seu discurso em hebraico, agradecendo aos parlamentares israelenses pelo convite, e fez o restante do pronunciamento em sua língua. Segundo a correspondente da BBC em Jerusalém Katya Adler, alguns legisladores israelenses boicotaram o discurso de Merkel em protesto por ela falar no Parlamento em alemão – que consideram ser a linguagem do Holocausto. Fato inédito Merkel é a primeira chefe de governo da Alemanha a discursar no Parlamento de Israel. A premiê alemã afirmou que sua visita ocorre em um momento histórico, quando Israel se prepara para comemorar os 60 anos de sua fundação. "Estou convencida de que apenas quando a Alemanha admitir sua permanente responsabilidade pela maior catástrofe moral de sua história, poderemos criar um futuro humanista." "Em outras palavras, a humanidade cresce a partir da responsabilidade pelo passado", disse a chanceler. Comércio Apesar das declarações da chanceler, a correspondente Katya Adler afirma que a visita de Merkel trata mais de assuntos presentes do que do passado. A Alemanha é o principal parceiro de comércio de Israel na Europa. E também tem as mesmas preocupações de Israel no que diz respeito ao programa nuclear do Irã. Os dois países acabaram de assinar um acordo bilateral que fortalece os laços políticos, culturais, econômicos e de segurança. |
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