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Uribe autoriza libertação de rebeldes das Farc em troca de reféns | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo colombiano autorizou na noite desta quinta-feira a libertação de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) caso os rebeldes entreguem antes um grupo de reféns, entre eles a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt. A medida está em um decreto assinado pelo presidente Álvaro Uribe e anunciado pelo alto comissário para Paz da Presidência da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, em um comunicado lido no Palácio do Governo, na capital colombiana, Bogotá. "Entende-se que haverá um acordo humanitário quando o grupo armado fora da lei libertar a ou as pessoas seqüestradas que se encontram em seu poder", diz o comunicado. Segundo Restrepo, a proposta do governo ao grupo rebelde representa "um mecanismo imediato para o acordo humanitário". "Não há limite quanto ao crime cometido, nem quanto à pena que essas pessoas devem cumprir nas prisões", disse Restrepo. O governo também não impôs limite sobre o número de prisioneiros que poderiam ser libertados, mas determina que eles não podem voltar a cometer crimes. Ingrid Betancourt, de 46 anos, é considerada a principal refém das Farc. Ela faz parte de um grupo de cerca de 40 seqüestrados que os rebeldes consideram passíveis de troca por 500 guerrilheiros presos. Também fazem parte desse grupo três americanos. Até então, o governo de Uribe insistia em somente aceitar a libertação de guerrilheiros que não tivessem cometido crimes considerados graves. Pressão A mudança de postura ocorre em meio à crescente pressão para a libertação de Ingrid Betancourt, que foi seqüestrada pelas Farc em 23 de fevereiro de 2002. Acredita-se que a ex-candidata, que tem dupla nacionalidade colombiana e francesa, esteja gravemente doente, sofrendo de hepatite B e leishmaniose. Nesta quinta-feira, o defensor público da Colômbia, Volmar Pérez, fez um apelo às Farc para que permitam a entrada no cativeiro de uma missão humanitária com medicamentos para Betancourt. "A informação de que dispomos indica que as condições físicas e de saúde de Ingrid Betancourt estão muito deterioradas e que é preciso atenção imediata para oferecer a assistência de que ela necessita", disse Pérez a um grupo jornalistas em Bogotá. A situação de Betancourt tem atraído a atenção internacional. Os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e da Venezuela, Hugo Chávez, já pediram ao líder das Farc, Manuel Marulanda, que liberte a ex-candidata. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Chávez foi 'pacificador' de crise entre Colômbia e Equador, diz Lula27 março, 2008 | BBC Report Colômbia diz ter encontrado urânio das Farc 27 março, 2008 | BBC Report Equador recorre de novo à OEA por causa da Colômbia25 março, 2008 | BBC Report Colômbia confirma morte de equatoriano em ataque às Farc24 março, 2008 | BBC Report Equador acusa Colômbia de assassinato23 março, 2008 | BBC Report Colômbia volta a defender a incursão militar no Equador23 março, 2008 | BBC Report Chávez faz apelo às Farc para que libertem Betancourt09 março, 2008 | BBC Report Ataque às Farc impediu libertação de Betancourt, diz Correa04 março, 2008 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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