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Atualizado às: 25 de março, 2008 - 18h26 GMT (15h26 Brasília)
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Sarkozy diz não descartar boicote à abertura de Olimpíada

Nicolas Sarkozy, no sudoeste da França
Líder francês estava sendo pressionado a adotar posição dura
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta terça-feira que não descarta a possibilidade de boicotar a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim em razão dos conflitos no Tibete.

Sarkozy disse que poderá condicionar sua participação na cerimônia em Pequim à resposta das autoridades chinesas ao seu pedido para a retomada do diálogo com representantes tibetanos.

"Desejo que o diálogo comece e graduarei minha resposta em função da resposta que será dada pelas autoridades chinesas", afirmou Sarkozy durante uma visita à cidade de Tarnes, no sudoeste da França.

"Todas as opções estão abertas em relação ao boicote à cerimônia", afirmou Sarkozy, que assistiria ao evento como presidente da União Européia, já que a França assume o comando do bloco em julho próximo.

Pressão

O presidente francês estava sendo pressionado a adotar uma posição mais dura em relação à repressão chinesa no Tibete.

Sarkozy endureceu o tom após ter sido criticado por políticos, inclusive de seu partido, além de organizações de defesa dos direitos humanos e pela opinião pública francesa por seu silêncio em relação ao conflito.

O presidente francês se pronunciou pela primeira vez sobre a crise somente na segunda-feira, em um comunicado em que pediu "moderação" às autoridades chinesas.

Na mensagem enviada ao presidente chinês, Hu Jintao, Sarkozy pede o fim da violência e a retomada do diálogo. Mas as declarações divulgadas na segunda-feira foram consideradas tardias e simplesmente diplomáticas.

O presidente francês também lançou nesta terça-feira um apelo ao "senso de responsabilidade dos dirigentes chineses".

'Preocupação'

O conflito dos últimos dias já teria causado a morte de 140 pessoas, segundo autoridades tibetanas no exílio.

Sarkozy assegurou ter informado o governo chinês sobre sua "intensa preocupação" em relação à situação no Tibete.

A classe política francesa vem pedindo o boicote das cerimônias dos Jogos Olímpicos de Pequim, mas o ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, fundador da ONG Médicos Sem Fronteiras, disse nesta terça-feira ter dúvidas em relação à eficácia do boicote.

"Nem mesmo o Dalai Lama está pedindo o boicote dos Jogos Olímpicos", disse o ministro. "É preciso encontrar uma maneira que permitirá aos chineses falarem com os tibetanos."

Kouchner, que foi o primeiro membro do governo francês a utilizar a palavra "repressão" em relação ao conflito, declarou que ela "é intolerável".

Na semana passada, ele já havia declarado que a França não é favorável ao boicote dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Capa do China Daily do final de semanaImprensa
China acusa imprensa ocidental de distorcer cobertura do Tibete.
Bandeira da Olimpíada de Pequim 2008Pequim 2008
Europeus descartam boicote à Olimpíada por causa do Tibete.
mongeCrise no Tibete
Ententa as relações turbulentas entre China e Tibete.
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