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Abusos no Iraque 'são crimes contra a humanidade' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um relatório das Nações Unidas sobre abusos dos direitos humanos no Iraque aponta que grupos militantes que atacam civis deliberadamente deveriam ser julgados por crimes contra a humanidade. O documento, preparado pela Missão de Assistência da ONU para o Iraque (UNAMI, na sigla em inglês), acusa grupos sunitas e xiitas de perpetrar ataques suicidas sem “fazer qualquer distinção entre civis e combatentes”. “Tais ataques são equivalentes a crimes cometidos contra a humanidade e violam leis da guerra”, diz o relatório. Segundo o correspondente da BBC em Bagdá Hugh Sykes, o relatório traz referências à diminuição da violência no Iraque no último trimestre de 2007, mas alerta para os perigos de uma visão “muito otimista” acerca da situação atual do país. As autoridades ressaltam no documento que a ocorrência de ameaças, intimidações, seqüestros, torturas e assassinatos ainda é constante no Iraque. A UNAMI ainda salientou que, apesar de a situação de segurança ter melhorado em partes de Bagdá, grupos insurgentes aumentaram suas atividades em outras cidades, como Mosul, onde a Al-Qaeda ainda tem forte presença. Protestos anti-guerra Neste sábado, milhares de pessoas se reuniram em Londres e em Glasgow, na Escócia, para marcar o quinto aniversário da invasão do Iraque, em 20 de março de 2003. Os manifestantes pediram a retirada das tropas que ocupam o Iraque e o Afeganistão, e defenderam a reabertura das fronteiras da Faixa de Gaza. Segundo os organizadores, cerca de 40 mil pessoas participaram do ato na capital britânica, mas os policiais contabilizaram 10 mil. Um porta-voz da organização Stop the War disse que a guerra no Iraque transformou o mundo em um lugar mais “perigoso”. Já um porta-voz do ministério das Relações exteriores britânico disse que a situação no Iraque “está progredindo”. Os manifestantes ainda defenderam mais diplomacia na questão nuclear envolvendo o Irã e criticaram uma possível intervenção no país. |
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