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Atualizado às: 12 de março, 2008 - 02h14 GMT (23h14 Brasília)
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Perfil: William Fallon
William Fallon
Almirante é visto como um comandante astuto
O homem com um dos cargos mais importantes na política externa dos Estados Unidos, o almirante William Fallon renunciou nesta terça-feira, menos de um ano após assumir o posto.

Como líder do Comando Central americano, ele esteve à frente da estratégia americana no Oriente Médio, África do Norte e Ásia Central.

A posição lhe tornou responsável pela área que cobre o Iraque, Afeganistão e o Paquistão, fazendo dele um dos principais atores na “guerra contra o terrorismo”, liderada pelos Estados Unidos.

Mas suas diferenças perceptíveis com o presidente americano, George W. Bush, sobre outro possível teatro de operações – o Irã – foi o que provocou sua saída prematura.

Fallon foi o tema de um artigo publicado recentemente pela revista Esquire, que dizia que o comandante se opunha ao uso da força contra o Irã devido ao polêmico programa nuclear do país.

Em comunicado, Fallon disse que “recentes artigos publicados pela mídia sugerindo uma desconexão entre os meus pontos de vista e os objetivos políticos do presidente se tornaram um distúrbio num momento crítico e atrapalha os esforços na região do Comando Central”.

Carreira ilustre

A saída do almirante significa o fim de uma carreira ilustre. A sua nomeação para liderar o Comando Central provocou espanto não apenas porque alguns pensavam que ele não era merecedor do posto, mas também porque é incomum que oficiais da marinha sejam promovidos ao cargo, geralmente reservado para generais do exército.

O almirante de 63 anos, conhecido como Fox, é visto como um comandante astuto.

Ele cresceu em Merchantville, em Nova Jersey, e se formou pela Universidade de Villanova, em 1967.

Fallon combateu como piloto naval durante a guerra do Vietnã, comandou o ataque de um esquadrão durante a Guerra do Golfo, em 1991, e participou da missão da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) na Bósnia.

Como líder do Comando Pacífico, dois anos antes de assumir o último posto, ele ficou no comando de um grupo de 300 mil soldados composto de todos os setores das forças armadas, o equivalente a 20% de todos militares na ativa nos EUA.

Durante o tempo em que esteve à frente do Comando Central, suas ações em relação ao Iraque foram as que mais se destacaram.

Entre elas, a implantação da política de introduzir mais soldados no país, contribuindo para a diminuição da violência e melhoria nas condições precárias de segurança.

Ao comentar a renúncia, Bush afirmou que o almirante merece "crédito pelo progresso que foi alcançado no Iraque e no Afeganistão".

Mas, ao que parece, seu crédito não foi suficiente para convencer seus chefes de que ele não deveria deixar o cargo.

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