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EUA: suicídio entre soldados atinge recorde em 2007 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O número de suicídios entre soldados americanos em serviço em 2007 foi o maior desde que os registros sobre os incidentes começaram, em 1980, informou o jornal norte-americano Washington Post. O jornal cita, na sua edição de quinta-feira, dados preliminares recolhidos pelo Plano de Prevenção de Suicídios do Comando Médico do Exército Americano, encomendado pelo próprio Exército. Segundo o estudo, 121 soldados cometeram suicídio em 2007, o que representa um aumento de 20% em comparação com 2006. Dos casos, 34 aconteceram no Iraque, comparados a 27 de em 2006. Iraque e Afeganistão No entanto, o estudo do Exército americano sugere que, no ano passado, o número de suicídos de soldados que aconteceram nos EUA foi duas vezes maior que os que ocorreram no Iraque e Afeganistão. Os dados indicam ainda que o número de tentativas de suicídio aumentou de forma significativa desde o início da guerra no Iraque. No ano passado, 2,1 mil soldados tentaram o suicídio, comparado com 350 em 2002. "Os conflitos no Iraque e Afeganistão causaram um estresse severo no Exército, parcialmente causado pela repetição no envio das tropas e extensão do serviço", disse ao jornal a coronel Elspeth Cameron Ritchie, autora do estudo divulgado pelo Washington Post. O grande número de tropas enviadas para as guerras do Iraque e do Afeganistão e a longa duração do combate teriam enfraquecido o Exército americano, segundo Ritchie. No ano passado, o Pentágono estendeu o tempo de serviço dos soldados de 12 para 15 meses. Por conta do grande número de tropas em serviço, alguns soldados foram enviados várias vezes para as guerras. Razões Em entrevista ao Washington Post, Ritchie comenta que o estudo entrevistou cerca de 200 soldados nos Estados Unidos e no exterior. A pesquisa sugere que os fatores mais comuns para tentativa de suicídio entre os soldados são relacionamentos que terminaram, problemas legais, financeiros ou profissionais, além da freqüência e extensão do serviço fora do país. Segundo ela, o Exército ainda não possui técnicas para avaliar, monitorar e tratar dos problemas psicológicos dos soldados. Em seu último discurso do Estado da União, na sexta-feira, o presidente americano, George W. Bush, mencionou a situação dos soldados e pediu ao Congresso para "melhorar o sistema de assistência aos militares feridos e ajudá-los a construir suas vidas com esperança e dignidade". Decepção O Washington Post cita o caso da tenente Elizabeth Whiteside, que trabalhou como médica em uma prisão no Iraque. Ela tentou cometer suicídio na segunda-feira, enquanto esperava o Exército decidir se ela seria julgada, em corte marcial, por ter ameaçado um soldado superior e depois ter atirado contra si própria depois de sofrer um colapso nervoso enquanto estava em serviço. Whiteside, que passa bem e continua em observação no hospital, escreveu um bilhete, antes de ingerir uma overdose de comprimidos, no qual dizia: "Estou decepcionada com o Exército". As acusações contra ela foram retiradas depois do incidente. |
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