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Atualizado às: 10 de março, 2008 - 19h33 GMT (16h33 Brasília)
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Região da China proíbe venda de combustível sem álcool

Pequim (arquivo)
China quer intensificar uso de etanol como combustível
Os postos de gasolina da região autônoma de Guangxi, no sul da China, passarão em abril a ser obrigados a só negociar gasolina e óleo diesel que tenham 10% de álcool na fórmula, sendo proibidos de vender os combustíveis puros.

Quem desrespeitar a ordem poderá receber multa de 10 mil a 50 mil yuans (R$ 2.382 a R$ 11.910).

A medida tem por objetivo diminuir a poluição e fomentar a economia local, que produzirá o álcool à base de mandioca.

Essa é a primeira vez que uma Província da China substitui totalmente o consumo de derivados do petróleo puro por uma mistura que leva biocombustível, destacou Li Jinzao, delegado do Partido Comunista, em declaração à agência de notícias estatal Xinhua.

Pelo menos outras oito regiões da China também já promovem parcialmente a mistura de 10% de etanol nos combustíveis fósseis, mas Guangxi é a única a proibir o comércio de gasolina e diesel puros e de ter uma produção de álcool comercial que não utiliza milho como matéria-prima.

Economia

Segundo números citados pelo governo da Província, a adição de 10% de etanol aos combustíveis fósseis reduz as emissões de monóxido de carbono (CO) entre 25% e 30% e as de dióxido de carbono (CO2) em 10%.

Guangxi é uma das regiões mais pobres da China. A renda per capita anual de um agricultor da Província é de 2.770 yuans (R$ 660), ou 33% abaixo da média nacional, segundo o governo local.

A colheita anual média de mandioca de Guangxi é de seis milhões de toneladas, o que representa mais de 60% de toda a produção nacional da raiz, de acordo com dados da imprensa estatal.

Com o uso do etanol a base do tubérculo, as autoridades esperam gerar mais de 720 milhões de yuans (R$ 171 milhões) de renda para os agricultores.

Em dezembro passado foi inaugurada na cidade de Beihai, em Guangxi, a primeira usina de processamento de etanol, que tem capacidade para produzir 200 mil toneladas do combustível por safra. Estudos para a construção de outras três usinas estão em andamento.

Milho

A China tem planos para dobrar a sua capacidade de processar etanol dentro dos próximos três anos.

O país espera pular de 1 milhão de toneladas para 2 milhões de toneladas ao ano até 2010 e possivelmente chegar a 10 milhões de toneladas por ano em 2020.

Em julho do ano passado o governo anunciou a proibição do uso de milho para a produção do biocombustível, depois que o preço sofreu forte alta devido a escassez.

As regiões que fabricam o etanol de milho têm um prazo de cinco anos para se adaptar e substituir o ingrediente por outra matéria-prima.

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