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China perde competitividade na indústria, diz pesquisa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A China está perdendo competitividade no setor industrial, sugere uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Câmera de Comércio Americana (AmCham) de Xangai. O levantamento China Manufacturing Competitiveness sondou 66 empresas internacionais com operações na China e foi realizado no final de 2007. Os dados indicam que 54% dos entrevistados avaliam que a China está perdendo competitividade para outras economias emergentes e 70% dizem acreditar que essa desvantagem se deve à valorização da moeda chinesa, o iuan. De acordo com o estudo, uma das causas para a queda da competitividade chinesa no setor é o crescente aumento nos custos de produção, que estão levando as empresas a mudar suas fábricas para países como o Vietnã e a Índia. A inflação e o aumento dos salários também foram apontados como outras causas do enfraquecimento da competitividade chinesa. Os operários das empresas pesquisadas tiveram um aumento salarial médio de 10,3% por ano, enquanto os funcionários de nível administrativo tiveram aumento de 9,1%. Outra preocupação que os entrevistados revelaram é o crescente custo das matérias-primas, que ficaram em média 7% mais caras. Alternativas na Ásia Segundo a pesquisa, 88% dos entrevistados afirmaram ter investido inicialmente na China por causa dos baixos custos de produção, mas avaliam que atualmente a mão-de-obra barata e os incentivos fiscais de outros paises da Ásia são mais atrativos. Desses 88%, a maioria (63%) apontou o Vietnã como primeiro destino no caso de uma mudança. A Índia ficou em segundo lugar, com 37% da preferência. Quase uma em cada cinco (17%) das empresas que participaram da pesquisa disse que já tem planos concretos para se mudar a outros países da Ásia. Apesar de outras economias aparentarem ser mais atrativas que a chinesa, 83% afirmaram que ainda pretendem continuar operando no país. A maioria avalia que a razão que justifica manter operações menos competitivas na China é desfrutar do atrativo e vasto mercado doméstico, que ainda está se desenvolvendo. "O fenomenal crescimento econômico da China e a história de reforma de mercado, junto com o ambiente empresarial dinâmico e desafiador, vão continuar a colocar pressão nas companhias industriais", concluiu Brenda Foster, presidente da AmCham de Xangai em um comunicado à imprensa. |
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