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Britânicos criam carro esporte que não emite poluentes | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um carro esporte que chega à velocidade de quase 150 km por hora e não emite dióxido de carbono será apresentado na Feira de Automóveis de Genebra, na Suíça, entre 6 e 16 de março. O Lifecar, movido a hidrogênio, produz muito pouco barulho e apenas vapor d’água de seu exaustor. O automóvel, desenvolvido por um consórcio de empresas e universidades britânicas, usa células de combustível avançadas e um sistema de armazenamento de energia que dá ao carro autonomia de 400 km por tanque de hidrogênio. Os fabricantes afirmam que o carro deve ter capacidade de aceleração de 0 a 96 km/h em apenas sete segundos, mas a aceleração precisa só será conhecida quando o carro fizer seu primeiro test drive, marcado para depois da feira. Força inteligente O projeto de 1,9 milhão de libras esterlinas (quase R$ 6,4 mi), parcialmente financiado pelo governo britânico, levou quase três anos para ser concluído.
“O conceito básico era construir um carro esporte para lazer e divertimento, que funcionasse como uma vitrine da tecnologia e tivesse capacidade de correr 240 km por galão”, disse à BBC Matthew Parkin, da fabricante de carros esportes clássicos Morgan - cujo modelo Morgan Aero-8 inspirou o design do Lifecar. As células do Lifecar produzem cerca de 22 kilowatts – aproximadamente um quinto da força de um típico motor de combustão. Quando o carro precisa acelerar ou subir uma montanha ele puxa força extra de um banco de ultra-capacitadores alinhados no centro do carro.
“Eles são como uma bateria, mas não estocam tanta energia e permitem que esta energia seja liberada muito mais rápido”, explica Ian Whiting, da Qinetiq. Eles são carregados por um sistema de frenagem regenerativa que diminui a velocidade do carro convertendo a energia cinética em energia elétrica. “Os carros híbridos já usam esse sistema de frenagem regenerativa – normalmente ele devolve cerca de 10% da energia”, disse Parkin. “O objetivo do Lifecar é obter um retorno de 50%.” Silencioso Para ser eficiente e ter bom desempenho, o carro precisa ser leve, como explica Parkin, e como resultado, o automóvel tem chassi de alumínio e um interior leve, de madeira, inclusive os assentos. O carro também não tem nenhum “luxo”, como sistema de som, tranca central ou mesmo airbags. “O objetivo era manter o peso em, no máximo, 700 kg.” O carro também não tem caixa de câmbio ou o ronco de um motor, já que as células de combustível produzem pouco barulho. Apesar das baixas emissões de gases poluentes, os críticos de carros movidos a hidrogênio afirmam que eles usam grande quantidade de eletricidade, produzida atualmente em usinas que queimam combustíveis fósseis e, portanto, não beneficiam o meio ambiente. Além disso, há pouca infraestrutura para recarregar os veículos. Por enquanto, o Lifecar é um conceito, mas a Morgan não descarta a produção do automóvel para o mercado no futuro, caso ele tenha boa aceitação do público. |
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