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Crises bancárias causam aumento de mortes por ataque cardíaco, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um estudo realizado por pesquisadores britânicos sugere que crises bancárias provocam aumentos repentinos no número de mortes por ataques cardíacos. A pesquisa, realizada pela Universidade de Cambridge, cruzou dados da Organização Mundial de Saúde sobre mortes de homens causadas por problemas cardíacos com informações do Banco Mundial sobre crises de grandes bancos entre 1960 e 2002. Entre as crises analisadas no estudo estavam o escândalo de poupanças e empréstimos nos Estados Unidos em 1985 e uma crise no setor bancário da Suécia no início da década de 90. Os resultados mostram que essas crises causaram, em média, um aumento de 6,4% no número de mortes por ataques cardíacos em países desenvolvidos. Segundo os pesquisadores, o impacto das crises é ainda maior em países em desenvolvimento, onde o índice de mortalidade por ataques cardíacos chega a aumentar em até 26% durante os períodos de crise financeira. Saúde financeira A pesquisa sugere ainda que os mais atingidos pelas crises bancárias são os mais idosos, pois além de estarem mais suscetíveis a problemas cardíacos, se sentem mais ameaçados pelos riscos de perder as economias acumuladas durante anos. De acordo com David Stuckler, que liderou o estudo, a pesquisa sugere que os fatores financeiros não são os únicos que devem ser considerados no momento da crise bancária. "Não é apenas sobre o dinheiro", diz Stuckler. "Conter a histeria e prevenir o pânico generalizado é importante não apenas para controlar estes incidentes relacionados às crises sistemáticas dos bancos, mas também para prevenir milhares de mortse por problemas cardíacos", afirma. Os cientistas afirmam ainda que apesar do estresse estar relacionado com um aumento na atividade cardíaca, ainda não é possível afirmar qual o papel do estresse no desenvolvimento de doenças no coração. "Ainda precisamos entender os mecanismos desta relação", afirma June Davison, da ONG British Heart Foundation. "Sentir-se estressado pode levar a comportamentos prejudiciais à saúde, como fumar, beber e não fazer exercícios, fatores que aumentam ainda mais os riscos de desenvolver problemas cardíacos", conclui Davison. |
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