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Atualizado às: 07 de dezembro, 2007 - 15h17 GMT (13h17 Brasília)
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Perda de parceiro aumenta em 20% risco de morte, diz estudo
Coração partido
Homens teriam mais chance de morrer após perda da parceira
Pessoas de luto pela perda de um parceiro amoroso correm mais risco de morrer nos primeiros meses após a perda, aponta uma análise de diversos estudos sobre o assunto, realizada por uma universidade holandesa e publicada nesta sexta-feira.

Segundo a análise, intitulada Health Outcomes of Bereavement ("O Impacto do Luto na Saúde", em tradução livre), o luto aumenta em cerca de 20% o risco de morte nos parceiros que sofreram a perda.

Um estudo, por exemplo, diz que 21% dos homens têm mais chances de morrer depois da morte da esposa, enquanto que, para as viúvas, o risco seria de 17%.

Liderada por Margaret Stroebe, da Universidade de Utrecht, a análise aponta que as pessoas em luto têm mais chance de terem doenças cardíacas, além de problemas psicológicos como depressão, perda de apetite e fadiga, que podem levar ao suicídio.

A pesquisa, publicada na revista científica The Lancet, indica que a deterioração da saúde entre os viúvos está relacionada ao aumento no consumo de álcool e ao estresse da perda da única confidente.

Já para as viúvas, as causas não são claras, mas os especialistas apontam que a solidão e o estresse psicológico causado pela perda podem ser fatores determinantes no aumento da mortalidade.

 Os padrões são bem consistentes, o que nos leva a concluir que a mortalidade do luto é atribuída em grande parte ao chamado coração partido, o estresse psicológico causado pela perda.
Trecho do estudo

Coração partido

“Os padrões são bem consistentes, o que nos leva a concluir que a mortalidade do luto é atribuída em grande parte ao chamado coração partido, o estresse psicológico causado pela perda”, afirma o estudo.

A pesquisa revela ainda que o risco de morte é maior nas primeiras semanas depois da perda do parceiro e diminui com o tempo.

Os resultados da análise indicam que homens que perdem as esposas têm três vezes mais chance de cometerem suicídio. O risco não aumenta em mulheres que perderam os maridos.

A revisão vai além dos casais e analisa o luto dos pais que perdem as crianças, citando um estudo realizado na Dinamarca em 2003.

Segundo a pesquisa, pais e mães que perdem os filhos sofrem um aumento no risco de suicídio depois da morte da criança. O estudo revela ainda que o risco é maior quanto mais jovem o filho e particularmente alto nos 30 dias depois da morte da criança.

Apesar dos riscos, os dados indicam que a maioria das pessoas consegue lidar com o luto sem a ajuda de especialistas.

Para a Margaret Stroebe, “a intervenção profissional deve ser direcionada para as pessoas que correm alto risco e para os que sofrem com complicações na perda, como depressão profunda e estresse”.

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