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Atualizado às: 20 de fevereiro, 2008 - 17h10 GMT (15h10 Brasília)
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Análise: Liderança de Raúl Castro sugere mais pragmatismo em Cuba

Cartaz propaganda em Cuba
Espera-se que o governo de Raúl Castro dê início a mudanças na ilha
O governo de Raúl Castro - que assumiu a liderança em Cuba em agosto de 2006, depois que o irmão Fidel se afastou por causa de uma operação - deu início a uma época de mais pragmatismo no país.

Exemplos desta posição mais realista não faltam. Na agricultura, o Estado agora paga mais pela carne e pelo leite e as terras começaram a ser divididas.

Raúl Castro também reconheceu que os salários em Cuba são muito baixos.

Na política exterior, o líder propôs o início do diálogo com os Estados Unidos, aceitou iniciar as discussões sobre direitos humanos com a Espanha e prometeu assinar os protocolos sobre os direitos dos cidadãos da ONU.

Mas o principal fato desta nova forma de liderança foi a instituição de um debate político nacional, no qual 5 milhões de cubanos puderam expressar suas opiniões sobre o futuro do país. Deste debate saíram 1,2 milhão de propostas de mudanças para Cuba.

Garantido

O general Raúl Castro deverá ser eleito o novo presidente do Conselho de Estado no dia 24 de fevereiro e, dessa forma, terá a sua liderança legalizada pelo Parlamento.

A partir daí, espera-se que as mudanças se aprofundem e o próprio Raúl Castro já admitiu que "existem muitas proibições" em Cuba que "causam mais danos do que benefícios”.

Algumas mudanças mais superficiais poderão ser aplicadas imediatamente, como a eliminação da burocracia para que os cubanos possam viajar a outros países.

Para o dissidente Manuel Cuesta, renúncia de Fidel foi 'decisão corajosa'
Para o dissidente Manuel Cuesta, renúncia de Fidel foi 'decisão corajosa'
Outras, como a transformação da agricultura, a reorganização da produção, o sistema de propriedade e os baixos salários, poderão levar mais tempo.

'Decisão corajosa'

"É o fim de uma época, tanto politicamente como pessoalmente, para Fidel Castro, é uma decisão corajosa, devemos saudar e respeitar esta decisão", disse o dissidente socialdemocrata Manuel Cuesta à BBC a respeito da renúncia do líder.

O dissidente afirmou que "para a dissidência já não existe mais um desafio frente ao que Fidel Castro expressava e representava, mas (agora) será um desafio saber interpretar o que realmente quer a sociedade cubana, e isto requer inteligência e astúcia".

Mesmo sem nenhum cargo oficial, a figura de Fidel Castro terá um peso enorme e, por isso, além de ceder seu cargo como líder de Cuba, Fidel também terá que deixar os próximos líderes do país livres para governarem.

Mariela, a filha de Raúl Castro, disse à BBC que "a mudança de líder leva também a mudanças na sociedade", mas afirmou que estas mudanças ocorrerão "cuidadosa e respeitosamente".

Os dirigentes de Cuba demonstraram respeito com o homem que dirigiu os destinos do país durante cinco décadas, mas a realidade é que a população cubana está pressionando cada vez mais por mudanças que signifiquem melhora nas suas vidas.


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